Privacidade

22 de fevereiro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: comportamento, cultura, religiao, sociedade

Não se iludam. A privacidade, a existência de um espaço meu e dos meus, onde a multidão não entra, é talvez a maior conquista da civilização judaico-cristã. Destruir essa barreira sempre foi e sempre será o princípio da tirania.

A sempre provocativa pensata de João Pereira Coutinho. Leia-a na íntegra aqui.

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1 de fevereiro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, ciencia

Links do Delicious [ 29.01.10 ]

29 de janeiro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, ciencia
  • [The Hidden Adam Smith in His Alleged Theology by Gavin Kennedy] Adam Smith’s views on religion in Moral Sentiments are generally regarded as consistent with, variously, Christianity, Protestantism, Deism, Providentialism or some version of Natural Religion. This paper examines the evidence from his earliest essay, known as The History of Astronomy (posthumous, 1795) and his major work, The Theory of Moral Sentiments, through editions 1 to 6, 1759-1790, and locates his hidden views within his known biographical details, the censorious religious environment of 18th-century Scotland, his and relationships with colleagues within the Scottish Enlightenment . From the evidence of his biography and his writings, Smith’s alleged theological beliefs are shown to be unsound, undermining such modern assertions. economia economics economia-religiao adamsmith religiao religion
  • [Crise do mensalão ajudou a 'esconder' o surgimento do 'lulismo', diz cientista político André Singer - 28/01/2010 - UOL Notícias - Política] Em entrevista ao UOL Notícias e a Joaquim Toledo Jr., editor da revista “Novos Estudos”, Singer falou sobre a mudança nessa base social de apoio de Lula, sobre o filme “Lula, o Filho do Brasil” e ainda sobre os principais pré-candidatos à Presidência da República. pt lulismo politica
  • [Microfinance and happiness] Microfinance institutions are used to claim that their impact goes beyond money since rescuing from exclusion uncollateralized poor borrowers significantly affects their dignity, self-esteem, social recognition and, through it, life satisfaction. Our paper aims to verify indirectly this claim by evaluating whether access to microfinance loans has significant impact on life satisfaction beyond its indirect impact via income changes. Our empirical findings on a sample of poor borrowers in the suburbs of Buenos Aires show that, after controlling for survivorship bias, the number of credit cycles has a significant and positive effect on life satisfaction. microcredito happiness felicidade system:filetype:pdf system:media:document
  • [Competência artística - como transformar a criatividade em atividade econômica] A visão tradicional sobre a arte afirma que a atividade deve ser subsidiada e que não se deve esperar que sua produção gere dinheiro.

    Evelina Wahlqvist, pesquisadora da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, não concorda com isto. Segundo ela, a relação entre o setor cultural e o crescimento da economia como um todo está se tornando cada vez mais significativa e relevante. cultura_arte cultura economia

  • [Sociologia per la persona] Il gruppo SPe – Sociologia per la persona – nasce nell’ottobre 1995 e raccoglie gli studiosi che, a partire dall’impegno pionieristico di Achille Ardigò, hanno in comune uno specifico modo di intendere l’analisi sociologica.

    SPe si fonda su una lunga e matura esperienza d’incontro, di cooperazione e di impegno nella vita associativa di numerosi sociologi italiani che, pur muovendo da esperienze diverse, condividono precisi valori, quali il primato della persona e della sua libertà nella vita sociale.

    Il Gruppo si ispira al rigore scientifico quale ideale regolativo e si propone di orientare la ricerca e la riflessione teorica su tematiche centrali per lo sviluppo sociale e per la crescita di una convivenza civile, libera, democratica, solidale, rispettosa delle diverse culture e capace di valorizzare i differenti ambiti associativi e comunitari. sociology italia comunidade community dadiva

  • [História da Administração] Editado pelo Prof. Geraldo Gonçalves Junior. Este site é a concretização de um sonho que acalento há muitos anos. A paixão pela História da Administração me levou a garimpar materiais que pudesse utilizar nas aulas como forma de ilustar o tema para meus alunos. O resultado foi que, ao longo do tempo, colecionei artigos, endereços de revistas especializadas, livros dos nossos gurus, imagens e vídeos que compartilho com todos aqueles que, como eu, cultivam o prazer de estudar a evolução das organizações. adm estudos_organizacionais administracao
  • [QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ: Guerreiro Ramos] Márcio Ferreira da Souza traz um interessante artigo sobre Guerreiro Ramos abordando variados aspectos de sua obra, apresentando trabalhos realizados sobre o autor e comentários sobre seus principais livros. administracao admpublica adm estudos_organizacionais orgtheory organization organizational_theory guerreiro_ramos
  • [Ethics of Celebrities and Their Increasing Influence in 21st Century Society] The influence of celebrities in the 21st century extends far beyond the traditional domain of the entertainment sector of society. During the recent Palestinian presidential elections, the Hollywood actor Richard Gere broadcast a televised message to voters in the region and stated, “Hi, I’m Richard Gere, and I’m speaking for the entire world”. Celebrities in the 21st century have expanded from simple product endorsements to global political and international diplomacy. The celebrities industry is undergoing, “mission creep”, or the expansion of an enterprise beyond its original goals (Hyde, 2009). The global internet is one of the major drivers of this phenomenon. The contribution of this paper is to analyse this global phenomenon and the potential implications for business ethics research. artigos etica business orgtheory organization organizational_theory
  • [The Strength of Weak Ties - a Network Theory Revisited - Mark Granovetter | Twine] n this chapter I review empirical studies directly testing the hypotheses of my paper "The Strength of Weak Ties" (hereafter "SWT") and work that elaborates those hypotheses theoretically or uses them to suggest new empirical research not discussed in my original formulation. Along the way, I will reconsider various aspects of the theoretical argument, attempt to plug some holes, and broaden its base. socecn sociology
  • [The Impact of Social Structure on Economic Outcomes - Mark Granovetter | Twine] Social structure, especially in the form of social networks, affects economic outcomes for three main reasons. First, social networks affect the flow and the quality of information. Second, social networks are an important source of reward and punishment. Third, trust emerges, if it does, in the context of a social network. socecn sociology

Pudor, esse desconhecido

20 de janeiro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: sociedade, vida

O pudor, ao proteger e manter escondida a nossa intimidade (é este o seu objeto), aumenta o caráter livre da manifestação externa do que somos e possuímos. O íntimo é doado livremente por que é possuído previamente. O pudico é mais senhor de si, valoriza mais a possibilidade de doar a sua interioridade. Na verdade, cuida mais dela quanto mais rica é. O pudor é, pois, o amor à própria intimidade, a inclinação a manter latente aquilo que não deve ser mostrado, a calar o que não deve ser dito, a guardar o dom e o segredo verdadeiros que não devem ser comunicados senão àquele a quem se ama. Amar, não o esqueçamos, é doar a própria intimidade. Por isso, diante do amado somos, deveríamos ser, sempre transparentes e autênticos.

Ricardo Yepes Stork (19953-1996). Foi Professor de Filosofia na Universidade de Navarra (Espanha) e autor de diversos livros, entre eles Fundamentos de Antropologia. Leia o texto completo aqui.

Artigos [4] – Economia e religião no XI Colóquio sobre Poder Local

19 de dezembro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, economia de comunhao, eventos, meus artigos

Artigos [4]   Economia e religião no XI Colóquio sobre Poder Local

Nos dias 14 e 16 aconteceu no Hotel Pestana em Salvador-BA, o XI Colóquio Internacional sobre Poder Local, promovido pelo Centro Interdisciplinar de Desenvolvimento e Gestão Social – CIAGS e pela Escola de Administração da UFBA.

Apresentei meu artigo Movimento dos Focolares e a Economia de Comunhão: Expressão de Economia Plural Originada da Religião (acesse aqui) na sessão Economia Plural e Solidária. Fiquei positivamente surpreso com o debate que se deu em torno do meu trabalho. Muitos ficaram curiosos, tanto que o coordenador da sessão me disse, num tom muito amigável e cordial, que a reação da platéia lhe lembrou de suas apresentações de alguns anos atrás quando estava pesquisando o Banco Palmas, na época um tema pouco conhecido. Brincou ao comparar minha apresentação do Movimentos dos Focolares e da Economia de Comunhão com um urso koala, para reforçar a impressão de ser um tema exótico aos olhos da platéia. Concordei com ele e completei dizendo que a religião é um realmente um koala na área de Administração. O que é uma pena, porque a religião é parte importante da cultura brasileira e sem ela não conseguimos explicar completamente muitos fenômenos sociais e econômicos.

A minha impressão foi que o Colóquio, por ser mais focado, teve uma qualidade melhor de debates e palestrantes do que o Enanpad. Apenas para se ter uma idéia, participou do evento Jean-Louis Laville, economista e sociólogo francês e autor fundamental na Economia Plural e Solidária, e Jean-François Chanlat, cientista social francês muito conhecido na área de estudos organizacionais pela obra O Indivíduo nas Organizações.

Voltei do evento com a esperança de que os encontros acadêmicos podem ser empolgantes. Basta centrarmos no que realmente é relevante.

Artigos [3] – Coprodução e responsabilidade social das empresas

8 de dezembro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, economia, ética

RSE e coproducao

Via Wordle

O texto a seguir é uma versão do que será publicado na revista GV-executivo v. 9, n. 1, jan./jun. 2010.

Coprodução como dimensão da responsabilidade social das empresas

Por Janice Mileni Bogo (ESAG/UDESC) e Mauricio C. Serafim (ESAG/UDESC).

Correntes de pensamento e propostas de prática que buscam ampliar o papel da empresa em suas relações com o ambiente social não são recentes. O clássico de Friedrich Engels, A situação da classe trabalhadora na Inglaterra, de 1845, já criticava as conseqüências sociais e políticas do modo de produção que estava se consolidando na Inglaterra. Ao longo do tempo, o significado do termo ‘responsabilidade social’ sofreu modificações e suscitou inúmeras controvérsias.

Uma delas e talvez a mais conhecida foi incitada pelo artigo escrito em 1970 por Milton Friedman, The social responsability of business is to increase its profits, segundo o qual a função da responsabilidade social das empresas (RSE) é gerar lucro dentro das regras do jogo. Toda e qualquer ação de cunho social seria tirar o dinheiro de alguém – seja dos acionistas, na forma de dividendos mais baixos, seja dos empregados, na forma de salários menores, seja do consumidor, na forma de preços mais altos. O posicionamento de Friedman gerou na época tanto reações a favor quanto contra. Um dos argumentos críticos a tal idéia é de que o contrato social que constitui a base sobre a qual se construiu o sistema da livre empresa mudou e que, atualmente, as responsabilidades são muito mais amplas. Em 1976, Friedman recebeu o Prêmio Sveriges Riksbank de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel (conhecido erroneamente como Nobel de Economia) “por suas realizações nos campos de análise de consumo, história e teoria monetária e por sua demonstração da complexidade da política de estabilização”.

A partir dos anos 1980 ganhou força o entendimento de que RSE exige um comportamento consciente e coerente com princípios éticos. Dessa forma, a ética passa a ser compreendida como o melhor tipo de auto-regulação. No decorrer dos anos 1990 surge a noção de grupos de interesse ou stakeholders, e a empresa passa a ser entendida como a expressão de interesses e de relações, bem como a catalisadora desses interesses, promovendo transparência e harmonia com valores éticos e capacidades humanas. Outras idéias recentes incluem: as de Peter Drucker, que propõe que a RSE deve estar integrada à estratégia empresarial; de Charles Fombrum, que juntamente com uma iniciativa do Financial Times, estimula a promoção da reputação da empresa por meio da publicação de relatórios anuais que incluíssem questões sociais; a idéia do capitalismo inclusivo de C. K. Prahalad e S. L. Hart para o desenvolvimento de produtos e serviços para os setores menos favorecidos; e, Michael Porter e Mark R. Kramer introduzem a idéia de vínculo entre vantagem competitiva e responsabilidade social. Tais avanços podem ser interpretados como fortes indícios de que a RSE está mais amadurecida e com mecanismos de suporte a práticas consistentes.

Os debates atuais se concentram na compreensão de que a responsabilidade social é uma responsabilidade ampliada, por incluir uma normatividade não obrigatória (ao estilo “é correto fazer isso, mas não é um dever”) nas dimensões em que as empresas atuam: a econômica, a social e a ambiental. Além disso, há o relacionamento transparente e a consideração dos interesses dos stakeholders gerenciando estrategicamente esses componentes. Estabeleceu-se um amplo entendimento no sentido de que, enquanto ator social excepcionalmente poderoso e influente, a empresa poderia escolher não apenas se autodisciplinar, mas se colocar formalmente a serviço do bem público, de modo a atuar nas limitações do Estado.

Dentre as razões que justificam as iniciativas de RSE estão a retribuição, a contribuição e a co-responsabilidade. A retribuição consiste na devolução das facilidades que a sociedade concedeu à organização para o seu desenvolvimento, bem como nas perspectivas que coloca a seu serviço para que assegurem seu futuro. A contribuição das empresas está na superação de deficiências, desajustes e desequilíbrios que existem nas suas áreas de atuação, atentando-se aos efeitos e impactos de suas operações, nos contextos mais amplos.

Nessa perspectiva, a co-responsabilidade é a possibilidade das empresas de somar esforços com as entidades com as quais compartilha um mesmo espaço geográfico e um mesmo tempo histórico, tais como o Estado, associações, ONGs e outras formas de organização civil. Como o Estado apresenta limitações no atendimento a todos os bens e serviços públicos demandados pela sociedade, as empresas podem atuar conjuntamente na busca de soluções para aqueles problemas e atender às necessidades que elas têm condições de realizar. Da mesma forma, estabelecer parcerias ou apoiar organizações do terceiro setor na abordagem de determinadas ações sociais são outras ações que poderiam ser levadas a cabo.

Essas propostas e idéias podem ser condensadas em uma categoria especial, denominada de coprodução do serviço público. Ela diz respeito à participação direta e ativa da sociedade civil organizada, Estado e organizações econômicas nos processos de elaboração, implementação, controle e avaliação dos serviços públicos. Por meio de participação e colaboração desses diferentes atores, podem-se definir as prioridades para as políticas públicas e colocar a democracia como um critério real de desenvolvimento dos serviços públicos. As empresas, ao proporem ações de RSE nessa perspectiva, estarão ampliando suas dimensões de atuação, na qual uma delas é pouco comentada no contexto da RSE: a dimensão política (em seu sentido amplo). Em outras palavras, as empresas que atuam em forma de coprodução estarão contribuindo para a mudança e melhoria da qualidade dos serviços públicos.

O termo coprodução foi originalmente criado nos anos 1970 por Elinor Ostrom, professora da Universidade de Indiana e ganhadora – juntamente com Oliver Williamson – do Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel deste ano. Entre outras coisas, Ostrom defendeu que, em alguns casos, a propriedade comum pode ser bem gerenciada pelo estabelecimento de regras pelas pessoas que as permitem conviver em harmonia entre si e com o seu ambiente natural, independente de regulação por autoridades centrais ou privadas.

Mais de 30 anos separam os dois ganhadores do Prêmio de Ciências Econômicas de 1976 e 2009. E essa distância temporal também representa uma distância de abordagem e entendimento acerca do papel da RSE. Enquanto a abordagem de Friedman delimita a atuação das empresas ao aspecto exclusivamente privado, a abordagem de Ostrom nos inspira a considerar o aspecto ambiental e político. E essa compreensão transcende o ambiente interno das organizações. Como explica Klaus Schwab – fundador e executivo chefe do Fórum Econômico Mundial – seu artigo Global Corporate Citizenship, as corporações globais não têm somente uma licença para operar, mas também o dever civil de contribuir com a sustentabilidade do bem estar no mundo em cooperação com governos e sociedade civil. Isso pode incluir, entre outros, mudanças climáticas, corrupção, educação, pobreza, e disponibilidade de água potável. Desafios que a proposta de coprodução poderá ajudar a encontrar alguns caminhos de superação.

* * *

Lady in red e o retorno às cavernas

8 de novembro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: civismo, comportamento, cultura, sociedade, ética

Abaixo reproduzo o artigo publicado na coluna de Augusto Nunes que, para mim, é um ótimo retrato sobre a nossa condição moral. Crescido nos anos 1980 – sob a defesa da cidadania, direitos da mulher, entre outras coisas que hoje não parecem ser mais tão importantes – nunca imaginei que iríamos regredir culturalmente. Sempre acreditei que minha geração iria presenciar avanços importantes nas instituições democráticas, no direito individual e no respeito à mulher. A expulsão de Geisy da Uniban mostra que eu estava errado.

Por Augusto Nunes

O monumento ao primitivismo que começou a ser erguido na noite de 22 de outubro, quando centenas de alunos do campus de São Bernardo protagonizaram a tentativa de linchamento da moça do vestido curto, foi inaugurado com a expulsão de Geisy Arruda e a aprovação, com louvor, dos agressores. A nota divulgada pela direção da Uniban, com o título A educação se faz com atitude e não com complacência, faz sentido nestes tempos estranhos. Num Brasil pelo avesso, o certo virou errado e o errado virou certo.

Como o culpado é inocente, Antonio Palocci pode estuprar a conta do caseiro, o MST pode invadir o que vier pela frente, José Sarney pode continuar engordando o prontuário de matar de inveja um general do PCC. Como o inocente é culpado, Francenildo Costa não pode queixar-se da condenação ao desemprego, os fazendeiros não podem invocar o direito de propriedade nem alegar que as terras são produtivas. Por divulgarem verdades sobre um homem incomum, o Estadão merece censura e merecem pancadas jornalistas que escrevem livros contando um pouco do muitíssimo que fez o dono do Maranhão.

Como o que era já não é, diplomas de universidades estrangeiras agora equivalem a atestados de elitismo. Devem ser transferidos da parede para o porão, antes que os diplomados sejam considerados inimigos do Grande Ignorante e, portanto, da pátria. Falar e escrever direito é coisa de preconceituoso, miudezas desprezíveis para um enviado da Divina Providência. O brasileiro tem de aprender a desaprender, porque é de linguagem chula que o povo gosta, é palavrório grosseiro o que o povo quer.

A minissaia foi inventada em 1960, os trajes das universitárias hoje sessentonas eram bem mais ousados. Mas um microvestido ficou moderno demais, porque o país está avançando para trás. A sindicância interna concluiu que Geisy teve “uma postura incompatível com o ambiente da universidade, frequentando as dependências da unidade em trajes inadequados”.

A sorte é que jovens de boa família estavam lá para defender “os princípios éticos, a dignidade acadêmica e a moralidade” desrespeitados pela moça desvestida de vermelho. “A atitude provocativa da aluna resultou numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar”, descobriu a Uniban.

Vinte anos depois da queda do Muro de Berlim, a Uniban transformou o campus de São Bernardo no muro da boçalidade. A expulsão do vestido curto riscou a fronteira que separa o país moderno do Brasil primitivo. A turma das cavernas está do lado de lá.

fonte: Veja.

Assembléia de constituição do Observatório Social de Florianópolis

28 de setembro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: civismo, educacao, politica, sociedade

Assembléia de constituição do Observatório Social de Florianópolis

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