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Por Licia Paglione
Un buon navigatore
(anche naufrago)
mantiene nelle ore di luce
l’avvertimento della notte
e nelle ore di buio
la speranza di trovare la luce.
(Um bom navegador
[também um náufrago]
mantém na hora da luz
a advertência da noite
e na hora do escuro
a esperança de encontrar a luz).
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A anorexia que sacode o mundo da moda não se explica por uma busca extrema de “elegância” ou “perfeição”. Na moda de hoje, não existe “elegância” ou “perfeição” no sentido clássico dos termos. Porque não existe sentido de “harmonia” ou de “proporção”.
O que existe é um meio dominado por agências ou criadores que não gostam de mulheres. Agências ou criadores que desfiguram e ridicularizam as mulheres porque abominam nelas tudo aquilo que é deliciosamente sensual e feminino.
Trecho do provocativo artigo de João Pereira Coutinho.
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O pudor, ao proteger e manter escondida a nossa intimidade (é este o seu objeto), aumenta o caráter livre da manifestação externa do que somos e possuímos. O íntimo é doado livremente por que é possuído previamente. O pudico é mais senhor de si, valoriza mais a possibilidade de doar a sua interioridade. Na verdade, cuida mais dela quanto mais rica é. O pudor é, pois, o amor à própria intimidade, a inclinação a manter latente aquilo que não deve ser mostrado, a calar o que não deve ser dito, a guardar o dom e o segredo verdadeiros que não devem ser comunicados senão àquele a quem se ama. Amar, não o esqueçamos, é doar a própria intimidade. Por isso, diante do amado somos, deveríamos ser, sempre transparentes e autênticos.
Ricardo Yepes Stork (19953-1996). Foi Professor de Filosofia na Universidade de Navarra (Espanha) e autor de diversos livros, entre eles Fundamentos de Antropologia. Leia o texto completo aqui.
Categorias: arte, vida
Mar de Trieste, Itália. Enviada por Licia Paglione.
Categorias: arte, religiao
A escassez de obras que dialoguem esteticamente com a religião, como as de Kiefer, Kieslowski e Pärt, não impede que o sentimento religioso esteja impregnado nas mais diversas expressões culturais do nosso tempo, antes de mais nada como credulidade, como defesa da fé em forças superiores ou ocultas. Se lembrarmos alguns dos maiores sucessos da literatura e do cinema nos últimos dez ou doze anos, vamos encontrar livros que viraram filmes como Harry Potter, de J.K. Rowling, e O Código da Vinci, de Dan Brown, para não falar das adaptações de um livro dos anos 30, O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien, e muitas mais. Há também o brasileiro Paulo Coelho, de Diário de um Mago e O Alquimista, embora hoje não faça o mesmo sucesso, e a nova onda de livros e filmes sobre vampiros, como Crepúsculo, de Stephenie Meyer. Os vampiros e os bruxos, em suma, estão em alta, talvez na esteira de acontecimentos como o 11 de setembro de 2001, que reforçou a fantasia como entretenimento, o esoterismo como escapismo. São obras que estão mais para refrigerante do que para Dante; ainda assim, mostram a força que a aproximação pode ter. Arte & religião, afinal, é uma história que, embora contada de modo mais longevo no passado, ainda parece ter um longo futuro.
Trecho do texto de Daniel Piza. Acesse na íntegra aqui.


