Coprodução – Aula 4 [ Adm Pública da ESAG - UDESC ]

15 de março de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: educacao

A apresentação abaixo é da aula de hoje sobre Governança Pública, um tema que ainda deixa muita dúvidas e há muitas controvérsias, principalmente quanto a sua conceituação. O artigo em questão (leia aqui) foi escrito por Leo Kissler (Universidade de Marburg, Alemenha) e Francisco Heidemann (ESAG/UDESC). Por uma feliz coincidência, Kissler esteve hoje na UDESC proferindo uma palestra sobre a reforma administrativa ocorrida recentemente na Alemanha e seu efeito na democracia local. Os alunos puderam estudar o artigo do autor e, no mesmo dia, ouvi-lo falar sobre sua pesquisa. Não é sempre.

TGA Pública – Aula 2 [ Adm Pública da ESAG - UDESC ]

8 de março de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, educacao

Deixo aqui minha apresentação sobre a ‘teoria’, discutida na aula 2 das disciplinas de  TGA Pública e Coprodução em Balneário Camboriú.

Coprodução – Aula 2 [ Adm Pública da ESAG - UDESC ]

1 de março de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: administracao, educacao

Preparar aulas é sempre um desafio. Primeiro é entender bem o tema da aula em questão e, segundo, é se fazer entender bem. Parte de meu esforço colocarei aqui no blog, na medida do possível. Abaixo seguem os arquivos de trechos selecionados do artigo que foi discutido em sala e uma apresentação em ppt sobre o tema da coprodução dos serviços públicos.

Aproveito para pedir aos alunos que deixem seus comentários sobre como foi a aula e sugestões para as futuras aulas.

Anotacoes aula 2 – Coproducao Esag

Coprodução – Plano de ensino 2010.1 [ Adm Pública da ESAG - UDESC ]

22 de fevereiro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: administracao, educacao

EnEO 2010 será na ESAG

26 de janeiro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, ciencia, eventos

VI Encontro da Divisão de Estudos Organizacionais da ANPAD

23 a 25 de maio de 2010

Local: ESAG/UDESC

Florianópolis / SC

O EnEO 2010 constitui evento da Divisão de Estudos Organizacionais da ANPAD.

A realização do VI EnEO atesta a consolidação, o avanço e a fecundidade dos estudos em Organizações no Brasil. O EnEO 2010 abre a oportunidade para que os acadêmicos da área possam divulgar e debater artigos de forma mais específica. Os formatos de apresentação deverão privilegiar o debate aprofundado dos artigos e uma maior interação entre os participantes. Os artigos com melhores avaliações receberão fast track para publicação em periódicos com classificação maior ou igual Qualis B2.

Os trabalhos submetidos deverão, necessariamente, ser enquadrados em um dos temas relacionados a seguir. Quando o enquadramento for diferente, deverá ser utilizada a classificação “Tema Livre”, reservada para os temas próprios da Divisão, que não foram explicitados entre os descritos.

Datas

14/12/2009 – Abertura do endereço para receber as submissões

18/02/2010 – Data limite para submissão de trabalhos

31/03/2010 – Divulgação dos resultados

15/04/2010 – Data limite para inscrição de trabalhos selecionados

03/05/2010 – Divulgação da programação na Internet

23/05/2010 – Credenciamento e início do evento

Mais informações, acesse aqui.

Artigos [4] – Economia e religião no XI Colóquio sobre Poder Local

19 de dezembro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, economia de comunhao, eventos, meus artigos

Artigos [4]   Economia e religião no XI Colóquio sobre Poder Local

Nos dias 14 e 16 aconteceu no Hotel Pestana em Salvador-BA, o XI Colóquio Internacional sobre Poder Local, promovido pelo Centro Interdisciplinar de Desenvolvimento e Gestão Social – CIAGS e pela Escola de Administração da UFBA.

Apresentei meu artigo Movimento dos Focolares e a Economia de Comunhão: Expressão de Economia Plural Originada da Religião (acesse aqui) na sessão Economia Plural e Solidária. Fiquei positivamente surpreso com o debate que se deu em torno do meu trabalho. Muitos ficaram curiosos, tanto que o coordenador da sessão me disse, num tom muito amigável e cordial, que a reação da platéia lhe lembrou de suas apresentações de alguns anos atrás quando estava pesquisando o Banco Palmas, na época um tema pouco conhecido. Brincou ao comparar minha apresentação do Movimentos dos Focolares e da Economia de Comunhão com um urso koala, para reforçar a impressão de ser um tema exótico aos olhos da platéia. Concordei com ele e completei dizendo que a religião é um realmente um koala na área de Administração. O que é uma pena, porque a religião é parte importante da cultura brasileira e sem ela não conseguimos explicar completamente muitos fenômenos sociais e econômicos.

A minha impressão foi que o Colóquio, por ser mais focado, teve uma qualidade melhor de debates e palestrantes do que o Enanpad. Apenas para se ter uma idéia, participou do evento Jean-Louis Laville, economista e sociólogo francês e autor fundamental na Economia Plural e Solidária, e Jean-François Chanlat, cientista social francês muito conhecido na área de estudos organizacionais pela obra O Indivíduo nas Organizações.

Voltei do evento com a esperança de que os encontros acadêmicos podem ser empolgantes. Basta centrarmos no que realmente é relevante.

Artigos [3] – Coprodução e responsabilidade social das empresas

8 de dezembro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, economia, ética

RSE e coproducao

Via Wordle

O texto a seguir é uma versão do que será publicado na revista GV-executivo v. 9, n. 1, jan./jun. 2010.

Coprodução como dimensão da responsabilidade social das empresas

Por Janice Mileni Bogo (ESAG/UDESC) e Mauricio C. Serafim (ESAG/UDESC).

Correntes de pensamento e propostas de prática que buscam ampliar o papel da empresa em suas relações com o ambiente social não são recentes. O clássico de Friedrich Engels, A situação da classe trabalhadora na Inglaterra, de 1845, já criticava as conseqüências sociais e políticas do modo de produção que estava se consolidando na Inglaterra. Ao longo do tempo, o significado do termo ‘responsabilidade social’ sofreu modificações e suscitou inúmeras controvérsias.

Uma delas e talvez a mais conhecida foi incitada pelo artigo escrito em 1970 por Milton Friedman, The social responsability of business is to increase its profits, segundo o qual a função da responsabilidade social das empresas (RSE) é gerar lucro dentro das regras do jogo. Toda e qualquer ação de cunho social seria tirar o dinheiro de alguém – seja dos acionistas, na forma de dividendos mais baixos, seja dos empregados, na forma de salários menores, seja do consumidor, na forma de preços mais altos. O posicionamento de Friedman gerou na época tanto reações a favor quanto contra. Um dos argumentos críticos a tal idéia é de que o contrato social que constitui a base sobre a qual se construiu o sistema da livre empresa mudou e que, atualmente, as responsabilidades são muito mais amplas. Em 1976, Friedman recebeu o Prêmio Sveriges Riksbank de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel (conhecido erroneamente como Nobel de Economia) “por suas realizações nos campos de análise de consumo, história e teoria monetária e por sua demonstração da complexidade da política de estabilização”.

A partir dos anos 1980 ganhou força o entendimento de que RSE exige um comportamento consciente e coerente com princípios éticos. Dessa forma, a ética passa a ser compreendida como o melhor tipo de auto-regulação. No decorrer dos anos 1990 surge a noção de grupos de interesse ou stakeholders, e a empresa passa a ser entendida como a expressão de interesses e de relações, bem como a catalisadora desses interesses, promovendo transparência e harmonia com valores éticos e capacidades humanas. Outras idéias recentes incluem: as de Peter Drucker, que propõe que a RSE deve estar integrada à estratégia empresarial; de Charles Fombrum, que juntamente com uma iniciativa do Financial Times, estimula a promoção da reputação da empresa por meio da publicação de relatórios anuais que incluíssem questões sociais; a idéia do capitalismo inclusivo de C. K. Prahalad e S. L. Hart para o desenvolvimento de produtos e serviços para os setores menos favorecidos; e, Michael Porter e Mark R. Kramer introduzem a idéia de vínculo entre vantagem competitiva e responsabilidade social. Tais avanços podem ser interpretados como fortes indícios de que a RSE está mais amadurecida e com mecanismos de suporte a práticas consistentes.

Os debates atuais se concentram na compreensão de que a responsabilidade social é uma responsabilidade ampliada, por incluir uma normatividade não obrigatória (ao estilo “é correto fazer isso, mas não é um dever”) nas dimensões em que as empresas atuam: a econômica, a social e a ambiental. Além disso, há o relacionamento transparente e a consideração dos interesses dos stakeholders gerenciando estrategicamente esses componentes. Estabeleceu-se um amplo entendimento no sentido de que, enquanto ator social excepcionalmente poderoso e influente, a empresa poderia escolher não apenas se autodisciplinar, mas se colocar formalmente a serviço do bem público, de modo a atuar nas limitações do Estado.

Dentre as razões que justificam as iniciativas de RSE estão a retribuição, a contribuição e a co-responsabilidade. A retribuição consiste na devolução das facilidades que a sociedade concedeu à organização para o seu desenvolvimento, bem como nas perspectivas que coloca a seu serviço para que assegurem seu futuro. A contribuição das empresas está na superação de deficiências, desajustes e desequilíbrios que existem nas suas áreas de atuação, atentando-se aos efeitos e impactos de suas operações, nos contextos mais amplos.

Nessa perspectiva, a co-responsabilidade é a possibilidade das empresas de somar esforços com as entidades com as quais compartilha um mesmo espaço geográfico e um mesmo tempo histórico, tais como o Estado, associações, ONGs e outras formas de organização civil. Como o Estado apresenta limitações no atendimento a todos os bens e serviços públicos demandados pela sociedade, as empresas podem atuar conjuntamente na busca de soluções para aqueles problemas e atender às necessidades que elas têm condições de realizar. Da mesma forma, estabelecer parcerias ou apoiar organizações do terceiro setor na abordagem de determinadas ações sociais são outras ações que poderiam ser levadas a cabo.

Essas propostas e idéias podem ser condensadas em uma categoria especial, denominada de coprodução do serviço público. Ela diz respeito à participação direta e ativa da sociedade civil organizada, Estado e organizações econômicas nos processos de elaboração, implementação, controle e avaliação dos serviços públicos. Por meio de participação e colaboração desses diferentes atores, podem-se definir as prioridades para as políticas públicas e colocar a democracia como um critério real de desenvolvimento dos serviços públicos. As empresas, ao proporem ações de RSE nessa perspectiva, estarão ampliando suas dimensões de atuação, na qual uma delas é pouco comentada no contexto da RSE: a dimensão política (em seu sentido amplo). Em outras palavras, as empresas que atuam em forma de coprodução estarão contribuindo para a mudança e melhoria da qualidade dos serviços públicos.

O termo coprodução foi originalmente criado nos anos 1970 por Elinor Ostrom, professora da Universidade de Indiana e ganhadora – juntamente com Oliver Williamson – do Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel deste ano. Entre outras coisas, Ostrom defendeu que, em alguns casos, a propriedade comum pode ser bem gerenciada pelo estabelecimento de regras pelas pessoas que as permitem conviver em harmonia entre si e com o seu ambiente natural, independente de regulação por autoridades centrais ou privadas.

Mais de 30 anos separam os dois ganhadores do Prêmio de Ciências Econômicas de 1976 e 2009. E essa distância temporal também representa uma distância de abordagem e entendimento acerca do papel da RSE. Enquanto a abordagem de Friedman delimita a atuação das empresas ao aspecto exclusivamente privado, a abordagem de Ostrom nos inspira a considerar o aspecto ambiental e político. E essa compreensão transcende o ambiente interno das organizações. Como explica Klaus Schwab – fundador e executivo chefe do Fórum Econômico Mundial – seu artigo Global Corporate Citizenship, as corporações globais não têm somente uma licença para operar, mas também o dever civil de contribuir com a sustentabilidade do bem estar no mundo em cooperação com governos e sociedade civil. Isso pode incluir, entre outros, mudanças climáticas, corrupção, educação, pobreza, e disponibilidade de água potável. Desafios que a proposta de coprodução poderá ajudar a encontrar alguns caminhos de superação.

* * *

TEDx em São Paulo: um relato das palestras

27 de novembro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao

A Morgana Martins Krieger foi minha aluna na disciplina de Sociologia Econômica que lecionei com a profa. Carol Andion no mestrado em Administração da ESAG/UDESC no trimestre passado. Ela participou do TEDx em São Paulo e compartilhou via e-mail um excelente texto sobre suas impressões acerca de alguma palestras. Com a permissão dela, reproduzo abaixo. Boa leitura!

…………………

Mas primeiro,  o que é o TED? TED é uma organização global que tem a iniciativa de “Spread ideas worth spreading!”. E para isto, eles possuem uma conferência mundial de quatro dias com palestrantes inovadores em diversas áreas, disponibilizam todos estes vídeos em seu site (www.ted.com), possuem um processo super aberto de tradução destes vídeos, e também possuem uma iniciativa de empolgar pessoas fora da organização para que organizem o “TED – Ideas worth spreading” em seus países – e estas conferências independentemente produzidas se chamam TEDx.

Assim, fui ao TEDx em São Paulo que aconteceu no dia 14 de novembro. O ambiente é inspirador, encontrei vários amigos meus da AIESEC que hoje estão trabalhando nas mais diversas áreas, e também fiz novos amigos com ideias e atitudes incríveis. Mas vou me conter ao conteúdo das palestras que assisti, para empolgar vocês a assistirem os vídeos no site www.tedxsaopaulo.com.br. As palestras foram bastante abrangentes, muito diferenciadas e especiais (vou me abster àquelas que vejo como as mais interessantes, e óbvio que com isto vou deixar de escrever sobre tantas outras que vocês também devem assistir! – vale a pena ler com tempo para clicar em todos os links possíveis!):

Augusto de Franco – grande estudioso sobre Redes Sociais, reapresentou a teoria do “Small World Phenomenom – 6 degrees separation”, e também de “Small is Powerful” – de que bastaria que somente 1% das pessoas interessadas em fazer mudanças positivas no mundo para que este realmente mudasse. Sua grande iniciativa é a Escola de Redes (http://escoladeredes.ning.com) misto de escola e thinktank- é uma rede de pessoas dedicadas à investigação teórica e à disseminação de conhecimentos sobre redes sociais e à criação e transferência de tecnologias de netweaving. Ainda, a Escola de Redes está promovendo uma conferência sobre Cidades Inovadoras (www.cidadesinovadoras.org.br) em Março de 2010, que acontecerá em Curitiba.

Casey Caplowe – Criou uma uma revista, site, comunidade, etc, com a ideia de fazer a diferença no mundo: www.good.is . Também, ele apresentou o “The Awesomeness Manifesto”, um artigo sobre como “inovação” se tornou passado, e agora se procura por “awesomeness” (http://blogs.harvardbusiness.org/haque/2009/09/is_your_business_innovative_or.html)

Danilo Mendes – fundou a HNF Water, que produz soluções inovadoras em água.  A solução que apresentou foi uma máquina que retira umidade do ar até certa medida, e transforma em água – http://hnfwater.com.br/ (site em construção).

Denis Burgierman – antigo jornalista da Trip (onde trabalhou no prêmio “Transformadores”) e da Superinteressante, é diretor da Webcitizen (http://www.webcitizen.com.br/) – empresa que se propõe a aumentar o diálogo entre os cidadãos e seu governo – e que produz a revista Gotas. Ele participou do Knight Fellowship – da Universidade Stanford – algo que dizem que é mto massa pra jornalistas ( http://knight.stanford.edu/)).  Na sua opinião, o que o Brasil tem a oferecer ao mundo são “Problemas”, e soluções criativas para eles – assim, ele apresentou o projeto “Um milhão de Cisternas” – projeto que visa acabar com o impacto negativo da seca do Sertão Nordestino construindo uma cisterna em cada casa (são aproximadamente 1 milhão de famílias que residem no sertão) – até hoje eles construíram 300 mil (http://www.asabrasil.org.br/Portal/Informacoes.asp?COD_MENU=1150)! É a sociedade civil organizada trazendo a solução pro problema que Euclides da Cunha já tinha descrito com tanta precisão! Ele apresentou outro projeto massa: Architecture for Humanity (Vê! Dá uma olhada aí! – http://architectureforhumanity.org/).

Eduardo Moreira: fundador do grupo Galpão, de BH, que tem como objetivo promover o teatro de rua. O grupo, em 27 anos, se apresentou em 300 cidades do Brasil e 19 países. (www.grupogalpao.com.br).

Fabio Barbosa – presidente do Grupo Santander Brasil, começou a implementar a estratégia de sustentabilidade do Banco Real em 2000. As três mensagens principais dele:

  • Não tem como você ir bem em um país que vai mal;
  • Você pode sim alcançar sucesso na vida sendo honesto  (isto vai contra o princípio de algumas pessoas que eu conheço, que elas mesmas chamam de “flexibilidade moral” :P);
  • Você é tremendamente responsável pela sua cadeia de valores – você é responsável por onde vc investe seu dinheiro!

Fernanda Viégas – trabalha com design de informações, algo totalmente necessário em uma época que exigimos trasparência de tudo, e o que recebemos são dados indecifráveis! Por isto, ela criou o site Many Eyes da IBM – http://manyeyes.alphaworks.ibm.com/manyeyes/ – com certeza vale à pena utilizar!

Flavio Deslandes – designer de bicicletas de bambu, para utilizar menos insumos finitos da natureza.

Guti Fraga: fundador do projeto Nós do Morro (http://www.nosdomorro.com.br/), que acontece no Vidigal, com o objetivo de formar cidadãos plenos através da arte – visto que a arte é uma forma de liberdade de criar sem hierarquia. Foi ele quem fez a seleção dos atores de “Cidade de Deus”. Ainda, o ator principal de “Era uma Vez” (http://www.adorocinema.com/filmes/era-uma-vez) morava no Vidigal, e teve sua formação amparada pelo Nós do Morro. Vale à pena procurar pelo projeto no youtube!

João Paulo Cavalcanti – criador da BOX1824 – uma empresa de pesquisa de mercado e de tendências, que está agora realizando a pesquisa sobre “Qual é o sonho brasileiro? “, e criador da LiveAD – agência de inovação em comunicação que faz projetos criativos em novas mídias. (http://www.google.com.br/search?rlz=1C1GGLS_pt-BRBR312BR312&sourceid=chrome&ie=UTF-8&q=livead). Sua principal mensagem foi que “Há um certo momento na trajetória de toda e qualquer nação em que ela se considera escolhida. É nesse momento que ela dá o melhor e o pior de si.” E o Brasil? O que o Brasil vai fazer nesse momento em que ele foi escolhido?  ( Leia “Brazil Takes Off”, da The Economist – http://www.economist.com/opinion/displaystory.cfm?story_id=14845197&CFID=92970768&CFTOKEN=41102439)

Maria Alice Setubal – fascinada com o processo de alfatebização, criou o Cenpec – Centro de Pesqusia em Educação, Cultura e Ação Comunitária (www.cenpec.org.br). Ainda, participa do movimento Nossa São Paulo – que busca monitorar as práticas da cidade (http://www.nossasaopaulo.org.br/).

Osvaldo Stella – engenheiro indignado, criou o Iniciativa Verde, organização que atua na compensação de gases do efeito estufa por meio do plantio de árvores em matas ciliares (www.iniciativaverde.org.br). Lá você pode saber quantas árvores você terá que plantar para zerar o impacto que você causou em 2009! Vamos?? Eu, por exemplo, tenho que plantar 20 árvores ao final deste ano!

Paulo Saldiva – médico patologista, que compara o planeta terra a um ser vivo. Sua principal questão é: Em São Paulo morrem 500 pessoas/ano devido à tuberculose, 1000 pessoas/ano devido à HIV, e 4000 pessoas/ano devido à poluição. Com este excesso de poluição, está surgindo um Fundamentalismo Ambiental, que coloca o Homem Agressor X Homem Impactado (você acha que quando estamos dirigindo nossos carros, quem sofre mais com a poluição – nós que estamos dentro do carro ou as pessoas do lado de fora??). Ainda, ele levanta uma questão super interessante sobre o custo real de vida do petróleo (que ele considera ser a droga a qual o planeta terra está viciada :P): as petrolíferas consideram o custo de extração até chegar no posto de gasolina, este, por sua vez, considera o preço de compra + impostos + lucro, certo? Paulo Saldiva diz que isto está errado. No preço do petróleo deveriam ser incluídas várias outras coisas: – preço pelos materiais retirados do meio ambiente para construção de carros e caminhões, preço pelas estradas, viadutos e pontes que devem ser construídas acabando com habitats naturais, e a poluição que isto tudo gera. Se o preço do combustível englobasse tudo isto, com certeza eu pararia de usar meu carro (o que é uma ideia bastante inteeressante em um local com transporte público de boa qualidade)!

Regina Casé – atriz, que alterou radicalmente o foco de seus programas para incluir a “periferia” do Brasil que não aparece na mídia ou que não é considerada economicamente. Assim, ela investigou várias localidades do mundo demonstrando processos que são esquecidos dos padrões, e muitos deles estão publicados em seu site: http://www.reginacase.com.br/. Mas para quem gosta da boa música fora dos padrões tradicionais, algumas dicas: Coupé Décalé (Costa do Marfim), Boro Sanguy e Sonideros (México) – É a vanguarda do movimento Anti-Gueto!.

Roberta Faria – jornalista formada pela UFSC que criou uma revista beneficente chamada “Sorria”, vendida em farmácias por R$2,50, que em 2 anos repassou o total de R$2,8 milhões para o GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer).

Ronaldo Lemos – advogado (viu, também podem existir advogados que fazem coisas legais! Eheh), falou sobre a transformação da economia da cultura. Revista Wired (http://www.wired.com/), Open Business  (http://direitorio.fgv.br/cts/open-business) e Marco Civil da Internet (para regular a utilização da internet – construção colaborativa – http://www.cultura.gov.br/site/2009/11/10/marco-civil-da-internet/). Alguns dados interessantes: O Brasil tem: 2000 salas de cinema, 2600 bibliotecas, 5000 livrarias e 90000 lan houses. Ele também trouxe a questão da periferia que não é vista pelo centro de discussão econômica e midiática: Tecnobrega no Pará, Lambadão Cuiabano, Pisadinha, Champeta na Colômbia, Cumbia Villera na Argentina, Kwaito na África do Sul, Coupé Décalé na Costa do Marfim – estas músicas se utilizam de métodos nada convencionais para se espalharem, como por exemplo, parceria direta de venda com os camelôs, evitando atravessadores!

Fernando Barreto – criou um site para “ajudarmos” o Congresso Nacional a votar nas leis: http://votenaweb.com.br/ No site você também pode saber quem no congresso votou pra quais iniciativas.

Caruso – deu volta em 28 países de bicicleta, e assim lançou uma iniciativa de educação frente à sua história: http://www.arguscaruso.com.br/#/projetos/escola-do-mundo/.

Óbvio que eu ter escrito aqui não é nada comparável ao fato de estar presente, ou à possibilidade de vocês assistirem aos vídeos pelo site! Mas eu realmente queria compartilhar este momento maravilhoso com vocês!

Página 1 de 212