Repensando a crítica à Economia

5 de maio de 2012 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, economia

‎O que acontece com a esquerda europeia é que, quando chega o momento da eleição, todo mundo vira anticapitalista: banaliza-se a crítica à globalização e, muitas vezes, às grandes empresas. Só que essa crítica se torna puramente retórica. A meu ver, esse impasse só pode ser substituído por uma reflexão muito séria sobre o que é empresa privada e o que são mercados. E aí justamente a economia [no sentido de área do conhecimento] é muito insuficiente. A sociologia, particularmente a sociologia econômica, pode dar uma contribuição muito forte.

Ricardo Abramovay, nesta interessante entrevista.  As respostas foram mais interessantes que as perguntas.

O legado da Dama de Ferro

1 de março de 2012 por Mauricio Serafim
Categorias: economia, politica

Ela foi uma das figuras mais satanizadas no século XX. Na verdade foi uma grande mulher que acreditou na liberdade individual e lutou para que a máquina burocrática estatal ferisse menos tal liberdade. Ela estava do lado dos que defendem a pessoa e sua consciência, e antagonizou com aqueles que desconfiam da pessoa, diluindo-a em conceitos coletivos e tutelando-a via estado.

Isso é importante

26 de fevereiro de 2012 por Mauricio Serafim
Categorias: administracao, economia

Isso é importante
Fonte: http://socec.blogspot.com/2012/02/capitalismo.html

Capital ético

12 de janeiro de 2012 por Mauricio Serafim
Categorias: ética, capital social, economia

O conceito de capital, tão caro aos economistas e a muitos cientistas sociais, vem se expandindo desde seus primórdios: do capital físico (das máquinas), ao capital financeiro, passando ao capital natural (do meio-ambiente) e ao capital humano (da educação), chegando ao capital social (das relações interpessoais). Pois hoje, ficou claro para mim ao admirar o posicionamento ético desse grupo de pessoas, que poucas vezes falamos do ‘capital ético’, dos valores dos indivíduos e de como estes geram um conjunto de atributos, como confiança, sentimentos de reciprocidade, de cooperação, etc fundamentais ao uso das demais formas de capital. Fica aqui o registro dessa idéia (a qual seguramente muitos já pensaram antes….) como um manifesto.

Do blog de Flavio Comim. Uma boa ideia, com certeza.

Recomendação

3 de janeiro de 2012 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, economia

Por favor, não se tornem hayekianos, pois cheguei à conclusão que os keynesianos são muito piores que Keynes e os marxistas bem piores que Marx.

Recomendação feita por Hayek a jovens estudantes de economia, admiradores de sua obra, num jantar em Londres, em 1985.

Via Diplomatizzando.

Falso capitalismo: o crescimento do rent seeking

29 de dezembro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: economia, empresa, politica

Num país de teatro dos papéis sociais e do rent seeking , como o Brasil, um vídeo como este não seria compreendido, muito menos discutido.

Uma introdução à Revolução Industrial

5 de dezembro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: economia, inovacao

Texto no Youtube : O que foi a Revolução Industrial? De acordo com o professor Stephen Davies, ela foi um período extraordinariamente inovador na história que gerou o maior padrão de vista que o mundo tinha visto até aquele momento. Por exemplo, no decorrer do século 19, a renda média per capita no Reino Unido aumentou em um fator de 6. Para colocar em perspectiva, antes da Revolução Industrial, levava tipicamente de 300 a 400 anos para o padrão de vida aumentar em um fato de meio por cento. Porque essas explosão de desenvolvimento aconteceu? O professor Stephen Davies diz que as pessoas começaram a abraçar a cultura da engenharia combinado com mais respeito pelo comércio e negócios. Foi a sinergia de comércio e engenharia que levou a uma revolução na produção e organização dos negócios.

O verdadeiro problema (2): Capital humano

29 de agosto de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: economia, educacao

O verdadeiro problema (2): Capital humano

Trecho do texto do Blog do Dr. Money:  ”As linhas vermelhas são as medianas. Note que são raros os países que investem acima da mediana, e ao mesmo tempo apresentam um resultado abaixo da mediana. O exemplo mais negativo é a Sérvia. Por outro lado, existem países que são o inverso: investem abaixo da mediana, mas obtêm resultados acima da mediana. É o caso da Coréia. Os dois países são exemplos de que dinheiro não é tudo. Mas é importante, a se julgar pelo padrão mais comum: quem investe pouco, geralmente tem resultados medíocres, ao passo que quem investe muito, geralmente tem resultados melhores. O Brasil está no primeiro grupo: investe meros US$ 1.000/criança/ano, e obteve cerca de 400 pontos no PISA.

Uma forma de avaliar se o dinheiro gasto com educação está sendo bem gasto, é verificar para onde os recursos estão sendo direcionados. No caso do PISA, é a educação básica que está sendo avaliada. Os governos, no entanto, direcionam recursos para a educação básica e também para o ensino superior. Vimos que o aluno da educação básica tem recebido cerca de US$ 1.000/ano no Brasil. Por outro lado, o aluno do ensino superior recebe cerca de US$ 3.300/ano. Ou seja, 3,3 vezes mais. Somente três países do universo do PISA possuem uma relação maior: Tunísia (3,9), Hong Kong (4,1) e Emirados Árabes (4,2). Destes, apenas Hong Kong tem um PISA acima da mediana. Aliás, apenas mais dois países possuem esta relação acima de 3: (México: 3,0) e Turquia (3,1). Todos com PISA abaixo da mediana. Quero deixar claro, no entanto, que este não é um fator decisivo: há países com PISA alto, e relação alta entre o que se gasta com ensino superior e ensino primário. E vice-versa.

De qualquer modo, é mais do que chegada a hora de encarar este grande desafio: o de tornar o capital humano brasileiro mais produtivo e competitivo. Esta sim é uma área estratégica, onde o Estado deveria atuar decididamente. E não na construção do trem-bala ou de estádios para a Copa do Mundo…”

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