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Minha apresentação do tema “Economia de Comunhão” na mesa redonda “Alternativas ao capitalismo”, organizada pelo Departamento de Economia da PUC-SP em 04/10/2011. A mesa contou com a participação do prof. Ladislau Dowbor.
Eu estava um pouco disperso na primeira parte da minha fala, tanto que errei o título do livro de Guerreiro Ramos “A nova ciência das organizações”. Mas depois fiquei mais à vontade. Para quem se interessar, minhas anotações podem ser acessadas aqui.
Foi uma experiência bem interessante e me deu muitos subsídios para pensar.
Nesta terça-feira participarei de uma mesa-redonda na PUC-SP como uma das atividades da Semana de Economia. Quem estiver em São Paulo, espero vê-lo por lá.
Data: terça-feira, 04/10/2011
Horário: das 19h40 às 22h00
XI. ALTERNATIVAS AO CAPITALISMO – Auditório 239
Coordenador da mesa: Prof. Claudemir Galvani
32. Economia da Comunhão
Expositor(a): Maurício Custódio Serafim (Univ. Est. Sta. Catarina)
33. Economia Solidária
Expositor(a): Prof. Ladislau Dowbor
“Somos maximizadores de propósitos, e não de lucros”.
Em São Paulo, uma Jornada internacional reuniu cerca de 1800 pessoas que discutiram caminhos alternativos para a superação da pobreza e a construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Reportagem de Fernanda Postigo e Adalberto Rocha.
Durante os dias 25 e 28 de maio aconteceu na cidade de Grande Vargem Paulista a Assembléia dos 20 anos da Economia de Comunhão (EdC). Foram dias de encontros, palestras, reflexões e celebração.
Uma das atividades foi o Workshop de pesquisa sobre a EdC intitulada “Em direção a uma nova cultura econômica”. Junto com Licia Paglione, apresentei o trabalho acima, que busca dar os primeiros passos no delineamento de uma abordagem que enfatiza mais a relacionalidade do que a racionalidade para se compreender a teoria substantiva das organizações.
Para saber mais sobre o evento e ler os textos que foram apresentados durante os quatro dias da Assembléia, acesse aqui.
[...] Jean Buridan (1300-58), que foi reitor da Universidade de Paris, demonstrou que o dinheiro surgiu livre e espontaneamente no mercado (e não por decreto governamental). Contribuição essa que parece ter sido quase que completamente esquecida nesses tempos de moeda estatal. Nicolau Oresme (1325-82), bispo de Lisieux foi o primeiro a explicitar aquilo que viria a ser conhecido como “Lei de Gresham”. Contribuição essa que parece ter sido esquecida nesses tempos onde se tentam fixar as taxas de câmbio. Oresme foi mais longe ainda ao sugerir que o governo nunca deveria intervir no sistema monetário. Oresme também ressaltou que a desvalorição da moeda afeta negativamente a economia, pois afeta o comércio, provoca inflação e enriquece o governo à custa do povo. [...]
O teólogo escolástico Martín de Azpilcueta (1493-1586) sugeriu claramente a relação entre escassez de dinheiro e preço das mercadorias. Em palavras, ele deixou claro que a inflação é um fenômeno monetário. Já o cardeal Thomas de Vio (1468-1534) não só defendia o comércio do ponto de vista moral como também expôs os princípios da Teoria de Expectativas Racionais quase 500 anos antes de Robert Lucas (prêmio nobel de economia). O frade franciscano Pierre de Jean Olivi (1248-98) argumentava que o “preço justo” de um bem provinha de um valor subjetivo que os indivíduos davam a esse bem (e não diretamente de seu custo de produção) Ou seja, o preço de um bem era consequência da interação entre oferta e demanda.
Do blog de Adolfo Sachsida . Como se vê, o estudo da Economia possui uma relação forte com a Igreja Católica. As discussões sobre comércio justo, preço justo, consumo crítico (ou consciente), se olharmos historicamente, originam-se da Igreja. Um dado interessante para quem se dedica a estudar a relação entre a esfera econômica e vida religiosa.
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| De Eventos |
Aqui está o áudio da palestra que proferi no último dia 29 em Porto Alegre (veja o convite aqui e fotos aqui ) sobre o livro Economia Civil , de Bruni e Zamagni, dois eminentes economistas italianos que estão resgatando uma tradição que busca compreender a economia e o bem-estar da sociedade de uma maneira bastante peculiar e promissora. Estive na ótima companhia do poeta e prof. de filosofia da UFRGS Armindo Trevisan e o presidente da editora Cidade Nova , Klaus Brüschke, além de vários amigos do Movimento dos Focolares .
Agradeço especialmente a Iolanda Gaspar e Klaus Brüschke pelo convite, ao Eduardo Cordeiro pelas fotos e áudio e ao Adilson por me receber na cidade.