Coprodução – Aula 4 [ Adm Pública da ESAG - UDESC ]

15 de março de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: educacao

A apresentação abaixo é da aula de hoje sobre Governança Pública, um tema que ainda deixa muita dúvidas e há muitas controvérsias, principalmente quanto a sua conceituação. O artigo em questão (leia aqui) foi escrito por Leo Kissler (Universidade de Marburg, Alemenha) e Francisco Heidemann (ESAG/UDESC). Por uma feliz coincidência, Kissler esteve hoje na UDESC proferindo uma palestra sobre a reforma administrativa ocorrida recentemente na Alemanha e seu efeito na democracia local. Os alunos puderam estudar o artigo do autor e, no mesmo dia, ouvi-lo falar sobre sua pesquisa. Não é sempre.

TGA Pública – Aula 2 [ Adm Pública da ESAG - UDESC ]

8 de março de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, educacao

Deixo aqui minha apresentação sobre a ‘teoria’, discutida na aula 2 das disciplinas de  TGA Pública e Coprodução em Balneário Camboriú.

Coprodução – Aula 2 [ Adm Pública da ESAG - UDESC ]

1 de março de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: administracao, educacao

Preparar aulas é sempre um desafio. Primeiro é entender bem o tema da aula em questão e, segundo, é se fazer entender bem. Parte de meu esforço colocarei aqui no blog, na medida do possível. Abaixo seguem os arquivos de trechos selecionados do artigo que foi discutido em sala e uma apresentação em ppt sobre o tema da coprodução dos serviços públicos.

Aproveito para pedir aos alunos que deixem seus comentários sobre como foi a aula e sugestões para as futuras aulas.

Anotacoes aula 2 – Coproducao Esag

Links do Delicious [ 27.02.10 ]

27 de fevereiro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, ciencia
  • [Reflections: The Past and Future of Research on Institutions and Institutional Change - Journal of Change Management] De Richard Scott . – The study of institutions has a long history, but recent efforts stress the significance of symbolic elements in shaping social life. Although institutional processes and structures operate from the most micro interpersonal level to the most macro transocietal level, most research during the past few decades has concentrated on higher levels, such as the organization field. Institutional scholarship has been strongly influenced by structuration theory and, as a consequence, has given increasing attention to processes of institutional reinforcement and change. Directions of development showing promise include attention to intermediaries in fields, social movement processes, instituted modes of change, and transnational institution-building. instituicao orgtheory organizational_theory estudos_organizacionais artigos
  • [Share and mark up documents online | crocodoc] Invite anyone to collaborate on PDFs, Word documents, and PowerPoint slides web2.0 tools education collaboration web productivity docs icolabora
  • [Com8s] Com8s foi desenvolvida no Brasil e pretende auxiliar nos processos de ensino-aprendizagem ao aproximar docentes e discentes, intensificando a comunicação entre ambos. Neste ambiente professores e alunos podem compartilhar documentos, criar grupos de estudo, realizar videoconferências e participar de discussões sobre temas de interesse comum, em tempo real. Tudo isso com acesso gratuito, através da Internet. education collaboration web tools academia icolabora
  • [Uma cidade mapeada pelos próprios cidadãos] O Citix começou na cidade de Recife em parceria com o Ministério Público. Hoje soube que ele se expandiu para novos lugares, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte. Trata-se de um projeto do centro de estudos C.E.S.A.R que tem a proposta de mapear as principais atividades que acontecem em uma cidade (os crimes que acontecem em uma região, por exemplo).

    O “segredo” está nos mapas que têm uma edição semi-aberta. Um usuário pré-cadastrado pode inserir (plotar) pontos no mapa de locais interessantes para sair, relatos sobre um local, mas também indicar áreas perigosas na cidade. Mapear crimes.

    A idéia é que as pessoas construam um mapa (em constante desenvolvimento) sobre uma cidade segundo seus próprios relatos colaboracao collaboration icolabora gov2.0 government2.0 crowdsourcing publicservices publicadministration coproducao

  • [“Tecnologia para crises” está entre as mais inovadoras] Ushahidi – Tem a proposta de mapear os locais que mais precisam de ajuda em uma região afetada por um terremoto ou enchente, por exemplo. Voluntários podem enviar informações sobre pessoas desaparecidas, falta de água, pontes quebradas, diretamente das ruas por meio de mensagens de celular, email, twitter. admpublica administracao e-government e-democracia colaboracao collaboration icolabora publicadministration publicservices coproducao
  • [Numero speciale di Impresa Sociale] Impresa Sociale è una rivista monografica edita dall'Euricse, Istituto Europeo di Ricerca sull'Impresa Cooperativa e Sociale di Trento. Nata ormai 19 anni fa, ha portato avanti un missione visionaria e pioneristica: promuovere, accompagnare ed aiutare l'evolversi della complessa realtà del nonprofit italiano. In quell'ambito essa ha seguito tutte le tappe della crescita sociale ed imprenditoriale, è diventata sempre più importante fino a diventare uno dei maggiori riferimenti del settore. empresa_social social socialbusiness
  • [Numero speciale di Impresa Sociale] Impresa Sociale è una rivista monografica edita dall'Euricse, Istituto Europeo di Ricerca sull'Impresa Cooperativa e Sociale di Trento. Nata ormai 19 anni fa, ha portato avanti un missione visionaria e pioneristica: promuovere, accompagnare ed aiutare l'evolversi della complessa realtà del nonprofit italiano. In quell'ambito essa ha seguito tutte le tappe della crescita sociale ed imprenditoriale, è diventata sempre più importante fino a diventare uno dei maggiori riferimenti del settore. empresa_social social socialbusiness
  • [É possível uma empresa social?] Ricardo Voltolini, da Revista Idéia Socioambiental empresa_social socialbusiness
  • [Social Capital, Diversity, and the Welfare State - University of British Columbia Press] Social capital is arguably the most critical idea to emerge in the social sciences in the last two decades. Emphasizing the importance of social networks, communication, and the symbolic and material exchanges that strengthen communities, social capital has been the subject of an expansive body of literature. Social Capital, Diversity, and the Welfare State represents a landmark consideration of the diverse meanings, causal foundations, and positive and negative consequences of social capital, with a particular focus on its role in mitigating or enhancing social inequalities.

    The chapters, written by economists, political scientists, and sociologists, address a range of empirical and theoretical issues. This book is cutting-edge addition to the field that offers fresh insights into the conceptualization, operation, sources, and consequences of social capital in Canadian society. livros_editoras capital_social sociology social_capital socialcapital diversidade pesquisa

  • [Social Capital, Diversity, and the Welfare State - University of British Columbia Press] Social capital is arguably the most critical idea to emerge in the social sciences in the last two decades. Emphasizing the importance of social networks, communication, and the symbolic and material exchanges that strengthen communities, social capital has been the subject of an expansive body of literature. Social Capital, Diversity, and the Welfare State represents a landmark consideration of the diverse meanings, causal foundations, and positive and negative consequences of social capital, with a particular focus on its role in mitigating or enhancing social inequalities.

    The chapters, written by economists, political scientists, and sociologists, address a range of empirical and theoretical issues. This book is cutting-edge addition to the field that offers fresh insights into the conceptualization, operation, sources, and consequences of social capital in Canadian society. livros_editoras capital_social sociology social_capital socialcapital diversidade pesquisa

Coprodução – Plano de ensino 2010.1 [ Adm Pública da ESAG - UDESC ]

22 de fevereiro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: administracao, educacao

Links do Delicious [ 19.02.10 ]

19 de fevereiro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, ciencia

Links do Delicious [ 01.02.10 ]

1 de fevereiro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, ciencia

Artigos [3] – Coprodução e responsabilidade social das empresas

8 de dezembro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, economia, ética

RSE e coproducao

Via Wordle

O texto a seguir é uma versão do que será publicado na revista GV-executivo v. 9, n. 1, jan./jun. 2010.

Coprodução como dimensão da responsabilidade social das empresas

Por Janice Mileni Bogo (ESAG/UDESC) e Mauricio C. Serafim (ESAG/UDESC).

Correntes de pensamento e propostas de prática que buscam ampliar o papel da empresa em suas relações com o ambiente social não são recentes. O clássico de Friedrich Engels, A situação da classe trabalhadora na Inglaterra, de 1845, já criticava as conseqüências sociais e políticas do modo de produção que estava se consolidando na Inglaterra. Ao longo do tempo, o significado do termo ‘responsabilidade social’ sofreu modificações e suscitou inúmeras controvérsias.

Uma delas e talvez a mais conhecida foi incitada pelo artigo escrito em 1970 por Milton Friedman, The social responsability of business is to increase its profits, segundo o qual a função da responsabilidade social das empresas (RSE) é gerar lucro dentro das regras do jogo. Toda e qualquer ação de cunho social seria tirar o dinheiro de alguém – seja dos acionistas, na forma de dividendos mais baixos, seja dos empregados, na forma de salários menores, seja do consumidor, na forma de preços mais altos. O posicionamento de Friedman gerou na época tanto reações a favor quanto contra. Um dos argumentos críticos a tal idéia é de que o contrato social que constitui a base sobre a qual se construiu o sistema da livre empresa mudou e que, atualmente, as responsabilidades são muito mais amplas. Em 1976, Friedman recebeu o Prêmio Sveriges Riksbank de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel (conhecido erroneamente como Nobel de Economia) “por suas realizações nos campos de análise de consumo, história e teoria monetária e por sua demonstração da complexidade da política de estabilização”.

A partir dos anos 1980 ganhou força o entendimento de que RSE exige um comportamento consciente e coerente com princípios éticos. Dessa forma, a ética passa a ser compreendida como o melhor tipo de auto-regulação. No decorrer dos anos 1990 surge a noção de grupos de interesse ou stakeholders, e a empresa passa a ser entendida como a expressão de interesses e de relações, bem como a catalisadora desses interesses, promovendo transparência e harmonia com valores éticos e capacidades humanas. Outras idéias recentes incluem: as de Peter Drucker, que propõe que a RSE deve estar integrada à estratégia empresarial; de Charles Fombrum, que juntamente com uma iniciativa do Financial Times, estimula a promoção da reputação da empresa por meio da publicação de relatórios anuais que incluíssem questões sociais; a idéia do capitalismo inclusivo de C. K. Prahalad e S. L. Hart para o desenvolvimento de produtos e serviços para os setores menos favorecidos; e, Michael Porter e Mark R. Kramer introduzem a idéia de vínculo entre vantagem competitiva e responsabilidade social. Tais avanços podem ser interpretados como fortes indícios de que a RSE está mais amadurecida e com mecanismos de suporte a práticas consistentes.

Os debates atuais se concentram na compreensão de que a responsabilidade social é uma responsabilidade ampliada, por incluir uma normatividade não obrigatória (ao estilo “é correto fazer isso, mas não é um dever”) nas dimensões em que as empresas atuam: a econômica, a social e a ambiental. Além disso, há o relacionamento transparente e a consideração dos interesses dos stakeholders gerenciando estrategicamente esses componentes. Estabeleceu-se um amplo entendimento no sentido de que, enquanto ator social excepcionalmente poderoso e influente, a empresa poderia escolher não apenas se autodisciplinar, mas se colocar formalmente a serviço do bem público, de modo a atuar nas limitações do Estado.

Dentre as razões que justificam as iniciativas de RSE estão a retribuição, a contribuição e a co-responsabilidade. A retribuição consiste na devolução das facilidades que a sociedade concedeu à organização para o seu desenvolvimento, bem como nas perspectivas que coloca a seu serviço para que assegurem seu futuro. A contribuição das empresas está na superação de deficiências, desajustes e desequilíbrios que existem nas suas áreas de atuação, atentando-se aos efeitos e impactos de suas operações, nos contextos mais amplos.

Nessa perspectiva, a co-responsabilidade é a possibilidade das empresas de somar esforços com as entidades com as quais compartilha um mesmo espaço geográfico e um mesmo tempo histórico, tais como o Estado, associações, ONGs e outras formas de organização civil. Como o Estado apresenta limitações no atendimento a todos os bens e serviços públicos demandados pela sociedade, as empresas podem atuar conjuntamente na busca de soluções para aqueles problemas e atender às necessidades que elas têm condições de realizar. Da mesma forma, estabelecer parcerias ou apoiar organizações do terceiro setor na abordagem de determinadas ações sociais são outras ações que poderiam ser levadas a cabo.

Essas propostas e idéias podem ser condensadas em uma categoria especial, denominada de coprodução do serviço público. Ela diz respeito à participação direta e ativa da sociedade civil organizada, Estado e organizações econômicas nos processos de elaboração, implementação, controle e avaliação dos serviços públicos. Por meio de participação e colaboração desses diferentes atores, podem-se definir as prioridades para as políticas públicas e colocar a democracia como um critério real de desenvolvimento dos serviços públicos. As empresas, ao proporem ações de RSE nessa perspectiva, estarão ampliando suas dimensões de atuação, na qual uma delas é pouco comentada no contexto da RSE: a dimensão política (em seu sentido amplo). Em outras palavras, as empresas que atuam em forma de coprodução estarão contribuindo para a mudança e melhoria da qualidade dos serviços públicos.

O termo coprodução foi originalmente criado nos anos 1970 por Elinor Ostrom, professora da Universidade de Indiana e ganhadora – juntamente com Oliver Williamson – do Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel deste ano. Entre outras coisas, Ostrom defendeu que, em alguns casos, a propriedade comum pode ser bem gerenciada pelo estabelecimento de regras pelas pessoas que as permitem conviver em harmonia entre si e com o seu ambiente natural, independente de regulação por autoridades centrais ou privadas.

Mais de 30 anos separam os dois ganhadores do Prêmio de Ciências Econômicas de 1976 e 2009. E essa distância temporal também representa uma distância de abordagem e entendimento acerca do papel da RSE. Enquanto a abordagem de Friedman delimita a atuação das empresas ao aspecto exclusivamente privado, a abordagem de Ostrom nos inspira a considerar o aspecto ambiental e político. E essa compreensão transcende o ambiente interno das organizações. Como explica Klaus Schwab – fundador e executivo chefe do Fórum Econômico Mundial – seu artigo Global Corporate Citizenship, as corporações globais não têm somente uma licença para operar, mas também o dever civil de contribuir com a sustentabilidade do bem estar no mundo em cooperação com governos e sociedade civil. Isso pode incluir, entre outros, mudanças climáticas, corrupção, educação, pobreza, e disponibilidade de água potável. Desafios que a proposta de coprodução poderá ajudar a encontrar alguns caminhos de superação.

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