Links do Delicious [ 27.02.10 ]

27 de fevereiro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, ciencia
  • [Reflections: The Past and Future of Research on Institutions and Institutional Change - Journal of Change Management] De Richard Scott . – The study of institutions has a long history, but recent efforts stress the significance of symbolic elements in shaping social life. Although institutional processes and structures operate from the most micro interpersonal level to the most macro transocietal level, most research during the past few decades has concentrated on higher levels, such as the organization field. Institutional scholarship has been strongly influenced by structuration theory and, as a consequence, has given increasing attention to processes of institutional reinforcement and change. Directions of development showing promise include attention to intermediaries in fields, social movement processes, instituted modes of change, and transnational institution-building. instituicao orgtheory organizational_theory estudos_organizacionais artigos
  • [Share and mark up documents online | crocodoc] Invite anyone to collaborate on PDFs, Word documents, and PowerPoint slides web2.0 tools education collaboration web productivity docs icolabora
  • [Com8s] Com8s foi desenvolvida no Brasil e pretende auxiliar nos processos de ensino-aprendizagem ao aproximar docentes e discentes, intensificando a comunicação entre ambos. Neste ambiente professores e alunos podem compartilhar documentos, criar grupos de estudo, realizar videoconferências e participar de discussões sobre temas de interesse comum, em tempo real. Tudo isso com acesso gratuito, através da Internet. education collaboration web tools academia icolabora
  • [Uma cidade mapeada pelos próprios cidadãos] O Citix começou na cidade de Recife em parceria com o Ministério Público. Hoje soube que ele se expandiu para novos lugares, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte. Trata-se de um projeto do centro de estudos C.E.S.A.R que tem a proposta de mapear as principais atividades que acontecem em uma cidade (os crimes que acontecem em uma região, por exemplo).

    O “segredo” está nos mapas que têm uma edição semi-aberta. Um usuário pré-cadastrado pode inserir (plotar) pontos no mapa de locais interessantes para sair, relatos sobre um local, mas também indicar áreas perigosas na cidade. Mapear crimes.

    A idéia é que as pessoas construam um mapa (em constante desenvolvimento) sobre uma cidade segundo seus próprios relatos colaboracao collaboration icolabora gov2.0 government2.0 crowdsourcing publicservices publicadministration coproducao

  • [“Tecnologia para crises” está entre as mais inovadoras] Ushahidi – Tem a proposta de mapear os locais que mais precisam de ajuda em uma região afetada por um terremoto ou enchente, por exemplo. Voluntários podem enviar informações sobre pessoas desaparecidas, falta de água, pontes quebradas, diretamente das ruas por meio de mensagens de celular, email, twitter. admpublica administracao e-government e-democracia colaboracao collaboration icolabora publicadministration publicservices coproducao
  • [Numero speciale di Impresa Sociale] Impresa Sociale è una rivista monografica edita dall'Euricse, Istituto Europeo di Ricerca sull'Impresa Cooperativa e Sociale di Trento. Nata ormai 19 anni fa, ha portato avanti un missione visionaria e pioneristica: promuovere, accompagnare ed aiutare l'evolversi della complessa realtà del nonprofit italiano. In quell'ambito essa ha seguito tutte le tappe della crescita sociale ed imprenditoriale, è diventata sempre più importante fino a diventare uno dei maggiori riferimenti del settore. empresa_social social socialbusiness
  • [Numero speciale di Impresa Sociale] Impresa Sociale è una rivista monografica edita dall'Euricse, Istituto Europeo di Ricerca sull'Impresa Cooperativa e Sociale di Trento. Nata ormai 19 anni fa, ha portato avanti un missione visionaria e pioneristica: promuovere, accompagnare ed aiutare l'evolversi della complessa realtà del nonprofit italiano. In quell'ambito essa ha seguito tutte le tappe della crescita sociale ed imprenditoriale, è diventata sempre più importante fino a diventare uno dei maggiori riferimenti del settore. empresa_social social socialbusiness
  • [É possível uma empresa social?] Ricardo Voltolini, da Revista Idéia Socioambiental empresa_social socialbusiness
  • [Social Capital, Diversity, and the Welfare State - University of British Columbia Press] Social capital is arguably the most critical idea to emerge in the social sciences in the last two decades. Emphasizing the importance of social networks, communication, and the symbolic and material exchanges that strengthen communities, social capital has been the subject of an expansive body of literature. Social Capital, Diversity, and the Welfare State represents a landmark consideration of the diverse meanings, causal foundations, and positive and negative consequences of social capital, with a particular focus on its role in mitigating or enhancing social inequalities.

    The chapters, written by economists, political scientists, and sociologists, address a range of empirical and theoretical issues. This book is cutting-edge addition to the field that offers fresh insights into the conceptualization, operation, sources, and consequences of social capital in Canadian society. livros_editoras capital_social sociology social_capital socialcapital diversidade pesquisa

  • [Social Capital, Diversity, and the Welfare State - University of British Columbia Press] Social capital is arguably the most critical idea to emerge in the social sciences in the last two decades. Emphasizing the importance of social networks, communication, and the symbolic and material exchanges that strengthen communities, social capital has been the subject of an expansive body of literature. Social Capital, Diversity, and the Welfare State represents a landmark consideration of the diverse meanings, causal foundations, and positive and negative consequences of social capital, with a particular focus on its role in mitigating or enhancing social inequalities.

    The chapters, written by economists, political scientists, and sociologists, address a range of empirical and theoretical issues. This book is cutting-edge addition to the field that offers fresh insights into the conceptualization, operation, sources, and consequences of social capital in Canadian society. livros_editoras capital_social sociology social_capital socialcapital diversidade pesquisa

Links do Delicious [ 19.02.10 ]

19 de fevereiro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, ciencia

TEDx em São Paulo: um relato das palestras

27 de novembro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao

A Morgana Martins Krieger foi minha aluna na disciplina de Sociologia Econômica que lecionei com a profa. Carol Andion no mestrado em Administração da ESAG/UDESC no trimestre passado. Ela participou do TEDx em São Paulo e compartilhou via e-mail um excelente texto sobre suas impressões acerca de alguma palestras. Com a permissão dela, reproduzo abaixo. Boa leitura!

…………………

Mas primeiro,  o que é o TED? TED é uma organização global que tem a iniciativa de “Spread ideas worth spreading!”. E para isto, eles possuem uma conferência mundial de quatro dias com palestrantes inovadores em diversas áreas, disponibilizam todos estes vídeos em seu site (www.ted.com), possuem um processo super aberto de tradução destes vídeos, e também possuem uma iniciativa de empolgar pessoas fora da organização para que organizem o “TED – Ideas worth spreading” em seus países – e estas conferências independentemente produzidas se chamam TEDx.

Assim, fui ao TEDx em São Paulo que aconteceu no dia 14 de novembro. O ambiente é inspirador, encontrei vários amigos meus da AIESEC que hoje estão trabalhando nas mais diversas áreas, e também fiz novos amigos com ideias e atitudes incríveis. Mas vou me conter ao conteúdo das palestras que assisti, para empolgar vocês a assistirem os vídeos no site www.tedxsaopaulo.com.br. As palestras foram bastante abrangentes, muito diferenciadas e especiais (vou me abster àquelas que vejo como as mais interessantes, e óbvio que com isto vou deixar de escrever sobre tantas outras que vocês também devem assistir! – vale a pena ler com tempo para clicar em todos os links possíveis!):

Augusto de Franco – grande estudioso sobre Redes Sociais, reapresentou a teoria do “Small World Phenomenom – 6 degrees separation”, e também de “Small is Powerful” – de que bastaria que somente 1% das pessoas interessadas em fazer mudanças positivas no mundo para que este realmente mudasse. Sua grande iniciativa é a Escola de Redes (http://escoladeredes.ning.com) misto de escola e thinktank- é uma rede de pessoas dedicadas à investigação teórica e à disseminação de conhecimentos sobre redes sociais e à criação e transferência de tecnologias de netweaving. Ainda, a Escola de Redes está promovendo uma conferência sobre Cidades Inovadoras (www.cidadesinovadoras.org.br) em Março de 2010, que acontecerá em Curitiba.

Casey Caplowe – Criou uma uma revista, site, comunidade, etc, com a ideia de fazer a diferença no mundo: www.good.is . Também, ele apresentou o “The Awesomeness Manifesto”, um artigo sobre como “inovação” se tornou passado, e agora se procura por “awesomeness” (http://blogs.harvardbusiness.org/haque/2009/09/is_your_business_innovative_or.html)

Danilo Mendes – fundou a HNF Water, que produz soluções inovadoras em água.  A solução que apresentou foi uma máquina que retira umidade do ar até certa medida, e transforma em água – http://hnfwater.com.br/ (site em construção).

Denis Burgierman – antigo jornalista da Trip (onde trabalhou no prêmio “Transformadores”) e da Superinteressante, é diretor da Webcitizen (http://www.webcitizen.com.br/) – empresa que se propõe a aumentar o diálogo entre os cidadãos e seu governo – e que produz a revista Gotas. Ele participou do Knight Fellowship – da Universidade Stanford – algo que dizem que é mto massa pra jornalistas ( http://knight.stanford.edu/)).  Na sua opinião, o que o Brasil tem a oferecer ao mundo são “Problemas”, e soluções criativas para eles – assim, ele apresentou o projeto “Um milhão de Cisternas” – projeto que visa acabar com o impacto negativo da seca do Sertão Nordestino construindo uma cisterna em cada casa (são aproximadamente 1 milhão de famílias que residem no sertão) – até hoje eles construíram 300 mil (http://www.asabrasil.org.br/Portal/Informacoes.asp?COD_MENU=1150)! É a sociedade civil organizada trazendo a solução pro problema que Euclides da Cunha já tinha descrito com tanta precisão! Ele apresentou outro projeto massa: Architecture for Humanity (Vê! Dá uma olhada aí! – http://architectureforhumanity.org/).

Eduardo Moreira: fundador do grupo Galpão, de BH, que tem como objetivo promover o teatro de rua. O grupo, em 27 anos, se apresentou em 300 cidades do Brasil e 19 países. (www.grupogalpao.com.br).

Fabio Barbosa – presidente do Grupo Santander Brasil, começou a implementar a estratégia de sustentabilidade do Banco Real em 2000. As três mensagens principais dele:

  • Não tem como você ir bem em um país que vai mal;
  • Você pode sim alcançar sucesso na vida sendo honesto  (isto vai contra o princípio de algumas pessoas que eu conheço, que elas mesmas chamam de “flexibilidade moral” :P);
  • Você é tremendamente responsável pela sua cadeia de valores – você é responsável por onde vc investe seu dinheiro!

Fernanda Viégas – trabalha com design de informações, algo totalmente necessário em uma época que exigimos trasparência de tudo, e o que recebemos são dados indecifráveis! Por isto, ela criou o site Many Eyes da IBM – http://manyeyes.alphaworks.ibm.com/manyeyes/ – com certeza vale à pena utilizar!

Flavio Deslandes – designer de bicicletas de bambu, para utilizar menos insumos finitos da natureza.

Guti Fraga: fundador do projeto Nós do Morro (http://www.nosdomorro.com.br/), que acontece no Vidigal, com o objetivo de formar cidadãos plenos através da arte – visto que a arte é uma forma de liberdade de criar sem hierarquia. Foi ele quem fez a seleção dos atores de “Cidade de Deus”. Ainda, o ator principal de “Era uma Vez” (http://www.adorocinema.com/filmes/era-uma-vez) morava no Vidigal, e teve sua formação amparada pelo Nós do Morro. Vale à pena procurar pelo projeto no youtube!

João Paulo Cavalcanti – criador da BOX1824 – uma empresa de pesquisa de mercado e de tendências, que está agora realizando a pesquisa sobre “Qual é o sonho brasileiro? “, e criador da LiveAD – agência de inovação em comunicação que faz projetos criativos em novas mídias. (http://www.google.com.br/search?rlz=1C1GGLS_pt-BRBR312BR312&sourceid=chrome&ie=UTF-8&q=livead). Sua principal mensagem foi que “Há um certo momento na trajetória de toda e qualquer nação em que ela se considera escolhida. É nesse momento que ela dá o melhor e o pior de si.” E o Brasil? O que o Brasil vai fazer nesse momento em que ele foi escolhido?  ( Leia “Brazil Takes Off”, da The Economist – http://www.economist.com/opinion/displaystory.cfm?story_id=14845197&CFID=92970768&CFTOKEN=41102439)

Maria Alice Setubal – fascinada com o processo de alfatebização, criou o Cenpec – Centro de Pesqusia em Educação, Cultura e Ação Comunitária (www.cenpec.org.br). Ainda, participa do movimento Nossa São Paulo – que busca monitorar as práticas da cidade (http://www.nossasaopaulo.org.br/).

Osvaldo Stella – engenheiro indignado, criou o Iniciativa Verde, organização que atua na compensação de gases do efeito estufa por meio do plantio de árvores em matas ciliares (www.iniciativaverde.org.br). Lá você pode saber quantas árvores você terá que plantar para zerar o impacto que você causou em 2009! Vamos?? Eu, por exemplo, tenho que plantar 20 árvores ao final deste ano!

Paulo Saldiva – médico patologista, que compara o planeta terra a um ser vivo. Sua principal questão é: Em São Paulo morrem 500 pessoas/ano devido à tuberculose, 1000 pessoas/ano devido à HIV, e 4000 pessoas/ano devido à poluição. Com este excesso de poluição, está surgindo um Fundamentalismo Ambiental, que coloca o Homem Agressor X Homem Impactado (você acha que quando estamos dirigindo nossos carros, quem sofre mais com a poluição – nós que estamos dentro do carro ou as pessoas do lado de fora??). Ainda, ele levanta uma questão super interessante sobre o custo real de vida do petróleo (que ele considera ser a droga a qual o planeta terra está viciada :P): as petrolíferas consideram o custo de extração até chegar no posto de gasolina, este, por sua vez, considera o preço de compra + impostos + lucro, certo? Paulo Saldiva diz que isto está errado. No preço do petróleo deveriam ser incluídas várias outras coisas: – preço pelos materiais retirados do meio ambiente para construção de carros e caminhões, preço pelas estradas, viadutos e pontes que devem ser construídas acabando com habitats naturais, e a poluição que isto tudo gera. Se o preço do combustível englobasse tudo isto, com certeza eu pararia de usar meu carro (o que é uma ideia bastante inteeressante em um local com transporte público de boa qualidade)!

Regina Casé – atriz, que alterou radicalmente o foco de seus programas para incluir a “periferia” do Brasil que não aparece na mídia ou que não é considerada economicamente. Assim, ela investigou várias localidades do mundo demonstrando processos que são esquecidos dos padrões, e muitos deles estão publicados em seu site: http://www.reginacase.com.br/. Mas para quem gosta da boa música fora dos padrões tradicionais, algumas dicas: Coupé Décalé (Costa do Marfim), Boro Sanguy e Sonideros (México) – É a vanguarda do movimento Anti-Gueto!.

Roberta Faria – jornalista formada pela UFSC que criou uma revista beneficente chamada “Sorria”, vendida em farmácias por R$2,50, que em 2 anos repassou o total de R$2,8 milhões para o GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer).

Ronaldo Lemos – advogado (viu, também podem existir advogados que fazem coisas legais! Eheh), falou sobre a transformação da economia da cultura. Revista Wired (http://www.wired.com/), Open Business  (http://direitorio.fgv.br/cts/open-business) e Marco Civil da Internet (para regular a utilização da internet – construção colaborativa – http://www.cultura.gov.br/site/2009/11/10/marco-civil-da-internet/). Alguns dados interessantes: O Brasil tem: 2000 salas de cinema, 2600 bibliotecas, 5000 livrarias e 90000 lan houses. Ele também trouxe a questão da periferia que não é vista pelo centro de discussão econômica e midiática: Tecnobrega no Pará, Lambadão Cuiabano, Pisadinha, Champeta na Colômbia, Cumbia Villera na Argentina, Kwaito na África do Sul, Coupé Décalé na Costa do Marfim – estas músicas se utilizam de métodos nada convencionais para se espalharem, como por exemplo, parceria direta de venda com os camelôs, evitando atravessadores!

Fernando Barreto – criou um site para “ajudarmos” o Congresso Nacional a votar nas leis: http://votenaweb.com.br/ No site você também pode saber quem no congresso votou pra quais iniciativas.

Caruso – deu volta em 28 países de bicicleta, e assim lançou uma iniciativa de educação frente à sua história: http://www.arguscaruso.com.br/#/projetos/escola-do-mundo/.

Óbvio que eu ter escrito aqui não é nada comparável ao fato de estar presente, ou à possibilidade de vocês assistirem aos vídeos pelo site! Mas eu realmente queria compartilhar este momento maravilhoso com vocês!

Assembléia de constituição do Observatório Social de Florianópolis

28 de setembro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: civismo, educacao, politica, sociedade

Assembléia de constituição do Observatório Social de Florianópolis

Felicidade e economia [3] – Relacionamentos interpessoais e o bem-estar público

16 de junho de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, ciencia, comportamento, economia, pesquisa

Felicidade e economia [3]   Relacionamentos interpessoais e o bem estar público

Por Sabrina Vieira Lima

Após falarmos um pouco sobre do que se trata a pesquisa sobre felicidade na Economia, de conhecermos o artigo seminal dessa nova linha de pesquisa, qual poderia ser um próximo passo nesse nosso desbravamento? Bem, convido-os a uma pequena viagem no tempo.

A ciência econômica, desde sua concepção (século XVIII), voltou seu olhar para a felicidade, considerado então como bem-estar público. Este era seu norte. Mas, por que “era” se deveria continuar sempre sendo? Algumas mudanças ocorreram ao longo do tempo (em síntese, por questões metodológicas) e tal foco se perdeu enquanto princípio motivador. Até que na década de 1970 (veja o último post) um debate direto acerca da felicidade das nações foi iniciado, com novo vigor e nova estampa (moderna, com instrumental teórico e metodológico alinhado aos últimos desenvolvimentos desta ciência).

O debate, então, se voltou para a renda, e para aquilo que ela pode comprar, ou seja: quão felizes somos dado nosso acesso aos bens de consumo e serviços. Mas, será que são estes os únicos bens que dispomos para vivermos e irmos à busca de nossa felicidade?

Aparentemente, não. É o que nos diz o título de um congresso concluído no último domingo em Veneza (Itália), intitulado “Happiness and Relational Goods: Well-being and Interpersonal Relations in the Economic Sphere” (Felicidade e Bens Relacionais: Bem-estar e Relações Interpessoais na Esfera Econômica).

Será que os relacionamentos interpessoais são importantes o suficiente para os classificarmos como um “bem” a ser incorporado em nossas análises? Essa é a hipótese que tem norteado pesquisas recentes de alguns economistas europeus.

De qualquer forma, é interessante ver que a herança clássica, o princípio motivador da felicidade nacional – mas, também individual – inspira os estudos sobre o papel das relações interpessoais no âmbito da felicidade individual e suas implicaçoes na sociedade.

O novo e o antigo aqui se cruzam. Pode ser que as pesquisas que estão a caminho tornem frutífera essa relaçao. Afinal, se é bom que exista felicidade individual, melhor seria se ela fosse pública.

PS: Neste link você pode ter acesso a algo mais sobre felicidade e bens relacionais e ao projeto HEIRs (Happiness Economics and Interpersonal Relations). Convido o leitor a acessar; vale a pena dedicar alguns minutos a uma pequena leitura.

Após falarmos um pouco sobre do que se trata a pesquisa sobre felicidade na Economia, de conhecermos o artigo seminal dessa nova linha de pesquisa, qual poderia ser um próximo passo nesse nosso desbravamento? Bem, convido-os a uma pequena viagem no tempo.

A ciência econômica, desde sua concepçao (século XVIII), voltou seu olhar para a felicidade, considerado então como bem-estar público. Este era seu norte. Mas, por que “era” se deveria continuar sempre sendo? Algumas mudanças ocorreram ao longo do tempo (em síntese, por questões metodológicas) e tal foco se perdeu enquanto princípio motivador. Até que na década de 1970 (veja o último post) um debate direto acerca da felicidade das nações foi iniciado, com novo vigor e nova estampa (moderna, com instrumental teórico e metodológico alinhado aos últimos desenvolvimentos desta ciência).

O debate, então, se voltou para a renda, e para aquilo que ela pode comprar, ou seja: quão felizes somos dado nosso acesso aos bens de consumo e serviços. Mas, será que são estes os únicos bens que dispomos para vivermos e irmos à busca de nossa felicidade?

Aparentemente, não. É o que nos diz o título de um congresso concluído no último domingo em Veneza (Itália), entitulado “Happiness and Relational Goods: Well-being and Interpersonal Relations in the Economic Sphere” (Felicidade e Bens Relacionais: Bem-estar e Relações Interpessoais na Esfera Econômica).

Será que os relacionamentos interpessoais são importantes o suficiente para os classificarmos como um “bem” a ser incorporado em nossas análises? Essa é a hipótese que tem norteado pesquisas recentes de alguns economistas europeus.

De qualquer forma, é interessante ver que a herança clássica, o princípio motivador da felicidade nacional – mas, também individual – inspira os estudos sobre o papel das relações interpessoais no âmbito da felicidade individual e suas implicaçoes na sociedade.

O novo e o antigo aqui se cruzam. Pode ser que as pesquisas que estão a caminho tornem frutífera essa relaçao. Afinal, se é bom que exista felicidade individual, melhor seria se ela fosse pública.

PS: No link acima voce pode ter acesso a algo mais sobre felicidade e bens relacionais e ao projeto HEIRs (Happiness Economics and Interpersonal Relations). Convido o leitor a acessar; vale a pena dedicar alguns minutos a uma pequena leitura.

Li e recomendo [2]

10 de junho de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: comportamento, inovacao, redes sociais, sociedade, tecnologia

Li e recomendo [2]

De Jeff Howe. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.

Observatório Social de Florianópolis

17 de maio de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, capital social, civismo, empreendedorismo, politica, redes sociais, sociedade, tecnologia

Observatório Social de Florianópolis

Está em fase de elaboração o Observatório Social de Florianópolis, uma ONG que buscará promover uma maior transparência dos serviços públicos da cidade de Florianópolis. Várias entidades estão envolvidas e a participação de todos os interessados é incentivada. O envio de sugestões para o aperfeiçoamento do Estatuto é até o dia 19/05, por meio da rede social Ning (acessada aqui – é necessário o registro).

Felicidade e economia [2] – o Paradoxo de Easterlin

4 de maio de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, ciencia, comportamento, economia, pesquisa

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Por Sabrina Vieira Lima

Dentre tantas relações que podemos traçar no universo da Economia e Felicidade, de qual estamos tratando afinal?

Para continuar nosso desbravamento sobre este tema, passemos do inglês Sir. Layard (que proporcionou uma visão ampla do que esse tema pode envolver) para seus primórdios, a origem de tudo.

Na década de 1920 nascera um homem que, ao longo de sua historia, fora parar na Economia. É americano, e seu nome, Richard Easterlin. Em 1974, Easterlin apresentou um trabalho fruto de seus questionamentos a cerca da renda nacional e da felicidade de seus nacionais. Utilizou duas bases de dados que continham respostas individuais para duas questões: (a) quão feliz em geral a pessoa se considera: muito feliz, feliz, não muito feliz; (b) uma classificação espontânea da própria satisfação, numa escala de 0 a 10.

O resultado encontrado por ele – conhecido como Paradoxo de Easterlin – pode ser sintetizado da seguinte forma: a felicidade, em termos de uma nação, não aumenta conforme a riqueza aumenta, uma vez atendidas as necessidades básicas individuais.

Trocando em miúdos: as pessoas que estão em um nível mais alto de renda são, em geral, mais felizes que as pessoas em níveis mais baixos. Porém, observando em termos agregados, países pobres nem sempre se apresentam menos felizes que países ricos.

Agora fica mais claro o “paradoxo”. Ou melhor, fica mais claro porque se chama paradoxo. Já os porquês do paradoxo, é o que estamos tentando desvendar. Este seu estudo, “Does Economic Growth Improve Human Lot? Some empirical evidence”, pode ser acessado aqui.

Boa leitura e até a próxima.

PS: Richard Easterlin é professor no departamento de Economia na University of Southern California. Richard Layad, é professor emérito da London School of Economics (às vezes chamado de Lord Layard, dado seu título de Barão no Reino Unido).

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