Links do Delicious [ 19.02.10 ]

19 de fevereiro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, ciencia

VII Workshop Empresa, Empresários e Sociedade

25 de janeiro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, ciencia, pesquisa

O VII Workshop Empresa, Empresários e Sociedade está com chamada aberta para apresentação de trabalhos.

O evento se realizará na Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, no período de 25 a 28 de maio de 2010, e dará seqüência às reuniões científicas realizadas ao longo dos últimos dez anos pela rede de pesquisadores da área de ciências sociais que investiga o universo empresarial em suas diversas dimensões.

As informações sobre o Workshop e detalhes para inscrição nos Grupos de Trabalho, cujo prazo encerra dia 01 de março, estão disponíveis na página nesfi.ufsc.br/7workshop. Contatos diretos podem ser feitos pelo e-mail 7workshop.ufsc@gmail.com.

Teologia e organizações

22 de dezembro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, religiao

Teologia e organizações

Faz algum tempo que trabalho com a hipótese de que muitos conceitos usados na Administração são conceitos teológicos/religiosos secularizados. Por exemplo, a idéia de eficácia organizacional tem sua origem na ética protestante, como nos ensina Max Weber. Essa hipótese era muito particular, fruto de minha experiência no campo com organizações religiosas.

Para a minha surpresa (nem tanto, porque brincamos na academia que quando achamos que uma idéia é original é porque não fizemos uma pesquisa bibliográfica decente) recebi a chamada de trabalhos para um workshop intitulado “Teologia e Organizações” (veja logo abaixo), da Critical Management Studies, divisão da Academy of Management, a principal associação acadêmica em Administração do mundo.

No texto chamam a atenção para o tema do encontro da Academy of Management de 2010, ‘Dare to Care: Passion and Compassion in Management Practice and Research’, que possui um forte cunho teológico.

Enquanto isso, no Brasil, religião e administração juntos podemparecer tão exóticos quanto um koala.

Call for abstracts (deadline January 15) CMS Division Academy of Management, Montreal:

THEOLOGY AND ORGANIZATION

Conveners:
Bent M. Sørensen (bem.lpf@cbs.dk)
Sverre Spoelstra (sverre.spoelstra@fek.lu.se)

The CMS Division of the AOM will conduct a research workshop immediately prior to the 2010 Academy of Management meetings in Montreal in August 2010. The workshop will begin mid-morning of Wednesday Aug 4 and run till the evening of Thursday Aug 5.  We are coordinating a stream called Theology and Organization in this workshop, and seek submissions from interested researchers.

‘All significant concepts of the modern theory of the state’, Carl Schmitt once wrote, ‘are secularized theological concepts’. The same might also be said about concepts of the modern theory of management and organization. Leadership theory, for example, revolves around theological concepts such as charisma, spirit, inspiration, sacrifice, and humility.

A less obvious example concerns our concept of work. Theologically understood, work was, in the Judeo-Christian tradition, the burden imposed upon man after he had been expelled from Paradise: playfulness now became strictly separated from what was done under the sweat of his brow. One of today’s organizational utopias is an attempt to put work and play together again.

The theological roots of other organizational concepts – such as hierarchy, authority, corporation, community, representation, and vision – appear even less self-evident, which only shows how naturalized theological concepts have become in organization studies and, indeed, in common parlance. The European Group for Organization Studies (EGOS) colloquium choose for the 2009 conference an overtly theological theme, ‘Passion for creativity and innovation’, without feeling obliged to acknowledge that both passion and creativity are in fact theological concepts. The AOM theme for 2010, ‘Dare to Care: Passion and Compassion in Management Practice and Research’, goes one step further with this explicit theological footnote to its (theological) theme:

‘Compassion means caring for others as much as caring for oneself, as in the golden rule of “do unto others as you would have done unto yourself” or “love your neighbor as yourself.” All major religions consider compassion to be among the greatest of all virtues.’

This workshop stream encourages thinking through organizations by means of theological concepts (could be ‘compassion’, as in this year’s AOM theme). That is to say, we invite contributions that draw upon theological concepts in making sense of organizational issues, beyond the level of metaphorical analogy or sociological description.
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Sociologia econômica em evidência

4 de novembro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, ciencia, redes sociais, sociologia

Foi publicada esta semana pela Agência FAPESP uma entrevista com a profa. Ana Cristina Braga Martes sobre o campo da Sociologia Econômica e o lançamento de seu livro.

A profa. Ana Cristina foi nossa convidada como palestrante no I Seminário de Sociologia Econômica e Organizações que aconteceu na ESAG/UDESC no último dia 26.

Confira a entrevista completa aqui.

O Dilema dos Prisioneiros

2 de novembro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, economia, humor

Uma versão bem humorada sobre o Dilema do Prisioneiro. Se você acredita na revolução, não assista :-)

+ Ciência

18 de outubro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: ciencia, sociedade

Já se passaram 400 anos da primeira observação de telescópio por Galileu Galilei e 150 anos da publicação de A Origem das Espécies, de Charles Darwin, e muita gente ainda parece não ter percebido. No Brasil, em particular, devido aos problemas da educação e a inclinações culturais, os conceitos não parecem ter sido assimilados; há ainda muita confusão sobre seus valores e limites. Associa-se sempre o conhecimento científico à arrogância, à falta de humildade, à vaidade de explicar “coisas maiores que nós”, como tanto se ouve dizer. Mesmo pessoas de boa formação afirmam, por exemplo, que a ciência não pode provar que Deus não existe, como se esta fosse a questão central. E assim as contribuições desde Copérnico até o Genoma ficam mal compreendidas e, pior, não se sente nelas o encantamento com a natureza que lhes é inerente. Nem mesmo todas as efemérides em livros, revistas e jornais conseguem mudar isso. [...]

Precisamos de mais mentalidade científica nas escolas, de mais fundações de amparo público e privado, de melhores museus, de mais autores de livros que não fiquem apenas no didatismo gracioso – e que vejam esse trabalho no mesmo patamar da própria pesquisa. Afinal, obras como Vida Maravilhosa, de Stephen Jay Gould, e Cosmos, de Carl Sagan, para citar apenas dois críticos do determinismo que muito me marcaram quando jovem, são o melhor caminho. Revelam a fascinante tapeçaria da natureza e nos convidam a partilhar o pouco que sabemos, independentemente de haver ou não um criador. Só assim os delírios e as calúnias poderão perder espaço para o encanto das ciências.

Trecho desse texto imperdível de Daniel Piza.

Conselho para quem vai redigir um trabalho acadêmico

30 de setembro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, ciencia

Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer.

Graciliano Ramos

Via site do prof. José Eli da Veiga

Falou e disse [1]

13 de setembro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, ciencia

“Encarando a matéria do ponto de vista psicológico, inclino-me a pensar que as descobertas científicas não poderiam ser feitas sem fé em idéias de cunho puramente especulativo e, por vezes, assaz nebulosas, fé que, sob o ponto de vista científico, é completamente destituída de base e, em tal medida, é ‘metafísica’” (p. 40).

“As teorias científicas são enunciados universais. Como todas as representações linguísticas, são sistemas de signos e símbolos [...]

As teorias são redes, lançadas para capturar aquilo de denominamos de ‘o mundo’: para racionalizá-lo, explicá-lo, dominá-lo. Nossos esforços são no sentido de tornar as malhas da rede cada vez mais estreitas” (p. 61-62)

Karl Popper. A lógica da pesquisa científica. São Paulo: Cultrix, 2001.

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