Bancos sem guarda-volumes

19 de abril de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: administracao, civismo, comportamento, empresa, sociedade, ética

Bancos sem guarda volumes

Não sou do tipo anticapitalista. Acredito que a existência de bancos públicos e privados é importante para o desenvolvimento de um país. Mas meu sentimento a respeito deles não é dos melhores: se há alguma instituição de que não tenho simpatia são os bancos. Por vários motivos. Um deles é o horário: nunca entendi por que ficam apenas seis horas abertos. Outro: faz parte do jogo eles lucrarem, mas como afirmou o prof. Gianetti da Fonseca em uma entrevista do caderno “Aliás” do Estadão (não consegui o link), em um país como o nosso tais lucros são quase imorais. Se mais lucro significa mais capacidade de investimento é um mistério porque o atendimento ao cliente tem melhoras muitas vezes insignificantes.

Mas há algo que me irrita de verdade: são aquelas portas giratórias. E na última semana um episódio que aconteceu comigo acirrou meu ânimo. Costumo andar de mochila, onde coloco tudo o que preciso para o meu dia-a-dia e alguns itens para o imprevisto, como o guarda-chuva. Entrei em uma agência do Banco do Brasil para pagar uma conta. Não poderia passar pela porta giratória porque certamente seria impedido pelo sistema de segurança. Então perguntei ao guarda o que deveria fazer e ele, prontamente, foi chamar o responsável. Ele chegou e me perguntou se estava carregando um laptop. Falei que não. Então ele disse que não poderia fazer nada e que eu deveria colocar tudo o que eu tinha dentro da mochila naquele compartimento na entrada da porta giratória onde geralmente se coloca a carteira, chaves e celular. Demonstrando surpresa, questionei a ausência de guarda-volumes na agência e ele disse não saber a razão. Em seguida se retirou, e fiquei ali, meio sem saber o que fazer. Enfim decidi retirar tudo: outras chaves, guarda-chuva, mp3 player, fone de ouvido, canetas, lapiseira, e pen drive. Consegui entrar e coloquei tudo novamente na mochila, com um humor de assustar coveiro.

Além do tempo perdido, saí do banco com uma grande dúvida: por que, afinal, a maioria das agências não tem guarda-volumes? Uma solução tão simples que resolveria problemas contrangedores.

Página 1 de 11