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Dica de Luciane Quadro. Sara me ganhou com sua performance de um cover do The Who .
Falas de civilização, e de não dever ser,
Ou de não dever ser assim.
Dizes que todos sofrem, ou a maioria de todos,
Com as cousas humanas postas desta maneira.
Dizes que se fossem diferentes, sofreriam menos.
Dizes que se fossem como tu queres, seria melhor.
Escuto sem te ouvir.
Para que te quereria eu ouvir?
Ouvindo-te nada ficaria sabendo.
Se as cousas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo.
Se as cousas fossem como tu queres, seriam só como tu queres.
Ai de ti e de todos que levam a vida
A querer inventar a máquina de fazer felicidade!
Alberto Caeiro. In Poesia , Assírio & Alvim, ed. Fernando Cabral Martins, Richard Zenith, 2001
Fonte: Casa Fernando Pessoa . Dica de @marianacosta
Recebi esta música de presente do dia dos professores. Dedico esta canção para as almas que estão um pouco cansadas, mas que encontram energia dentro de si para partilhar o que é preciso.
“Realize o seu sonho… dance com a gente!”
Lembrava-me muito pouco do filme ‘O pequeno príncipe ‘ ( Stanley Donen , 1974 -baseado na obra da Saint-Exupéry ), apenas fragmentos de quando assistia os reprises da Sessão da Tarde. Talvez o dia das crianças tenha me inspirado para alugar o filme. Foi uma surpresa muito agradável. Além de sua conhecida filosofia de que os adultos deixam de prestar atenção naquilo que realmente importa (e em muitos momentos do filme nos faz recordar momentos de nossa ‘lógica’ quando crianças, o que reforça sua filosofia), fiquei estupefato com a performance do brilhante coreógrafo, dançarino e ator Bob Fosse , que interpreta a cobra (veja o vídeo acima).
Na verdade, durante sua cena, eu só conseguia falar: “mas isso é Michael Jackson!”. Como o filme é de 1974, e portanto MJ tinha apenas 16 anos, muito provavelmente se inspirou em – e alguns passos literalmente copiou – Bob. Fiz uma pesquisa rápida na Internet que mostrou que minha suspeita é a de muita gente.
Acho essas ‘descobertas’ muito interessantes porque humaniza as pessoas que admiramos e serve como mais um exemplo de como o mimetismo é fundamental para o processo criativo.
Em tempo: recomendo a leitura do texto de Marcelo Marchiori sobre a obra ‘O pequeno príncipe’ e sua relação com a sensibilidade do artista.