Felicidade e economia [3] – Relacionamentos interpessoais e o bem-estar público
Categorias: academia, ciencia, comportamento, economia, pesquisa
Após falarmos um pouco sobre do que se trata a pesquisa sobre felicidade na Economia, de conhecermos o artigo seminal dessa nova linha de pesquisa, qual poderia ser um próximo passo nesse nosso desbravamento? Bem, convido-os a uma pequena viagem no tempo.
A ciência econômica, desde sua concepção (século XVIII), voltou seu olhar para a felicidade, considerado então como bem-estar público. Este era seu norte. Mas, por que “era” se deveria continuar sempre sendo? Algumas mudanças ocorreram ao longo do tempo (em síntese, por questões metodológicas) e tal foco se perdeu enquanto princípio motivador. Até que na década de 1970 ( veja o último post ) um debate direto acerca da felicidade das nações foi iniciado, com novo vigor e nova estampa (moderna, com instrumental teórico e metodológico alinhado aos últimos desenvolvimentos desta ciência).
O debate, então, se voltou para a renda, e para aquilo que ela pode comprar, ou seja: quão felizes somos dado nosso acesso aos bens de consumo e serviços. Mas, será que são estes os únicos bens que dispomos para vivermos e irmos à busca de nossa felicidade?
Aparentemente, não. É o que nos diz o título de um congresso concluído no último domingo em Veneza (Itália), intitulado “ Happiness and Relational Goods: Well-being and Interpersonal Relations in the Economic Sphere ” (Felicidade e Bens Relacionais: Bem-estar e Relações Interpessoais na Esfera Econômica).
Será que os relacionamentos interpessoais são importantes o suficiente para os classificarmos como um “bem” a ser incorporado em nossas análises? Essa é a hipótese que tem norteado pesquisas recentes de alguns economistas europeus.
De qualquer forma, é interessante ver que a herança clássica, o princípio motivador da felicidade nacional – mas, também individual – inspira os estudos sobre o papel das relações interpessoais no âmbito da felicidade individual e suas implicaçoes na sociedade.
O novo e o antigo aqui se cruzam. Pode ser que as pesquisas que estão a caminho tornem frutífera essa relaçao. Afinal, se é bom que exista felicidade individual, melhor seria se ela fosse pública.
PS: Neste link você pode ter acesso a algo mais sobre felicidade e bens relacionais e ao projeto HEIRs (Happiness Economics and Interpersonal Relations). Convido o leitor a acessar; vale a pena dedicar alguns minutos a uma pequena leitura.
Após falarmos um pouco sobre do que se trata a pesquisa sobre felicidade na Economia, de conhecermos o artigo seminal dessa nova linha de pesquisa, qual poderia ser um próximo passo nesse nosso desbravamento? Bem, convido-os a uma pequena viagem no tempo.
A ciência econômica, desde sua concepçao (século XVIII), voltou seu olhar para a felicidade, considerado então como bem-estar público. Este era seu norte. Mas, por que “era” se deveria continuar sempre sendo? Algumas mudanças ocorreram ao longo do tempo (em síntese, por questões metodológicas) e tal foco se perdeu enquanto princípio motivador. Até que na década de 1970 ( veja o último post ) um debate direto acerca da felicidade das nações foi iniciado, com novo vigor e nova estampa (moderna, com instrumental teórico e metodológico alinhado aos últimos desenvolvimentos desta ciência).
O debate, então, se voltou para a renda, e para aquilo que ela pode comprar, ou seja: quão felizes somos dado nosso acesso aos bens de consumo e serviços. Mas, será que são estes os únicos bens que dispomos para vivermos e irmos à busca de nossa felicidade?
Aparentemente, não. É o que nos diz o título de um congresso concluído no último domingo em Veneza (Itália), entitulado “Happiness and Relational Goods: Well-being and Interpersonal Relations in the Economic Sphere” (Felicidade e Bens Relacionais: Bem-estar e Relações Interpessoais na Esfera Econômica).
Será que os relacionamentos interpessoais são importantes o suficiente para os classificarmos como um “bem” a ser incorporado em nossas análises? Essa é a hipótese que tem norteado pesquisas recentes de alguns economistas europeus.
De qualquer forma, é interessante ver que a herança clássica, o princípio motivador da felicidade nacional – mas, também individual – inspira os estudos sobre o papel das relações interpessoais no âmbito da felicidade individual e suas implicaçoes na sociedade.
O novo e o antigo aqui se cruzam. Pode ser que as pesquisas que estão a caminho tornem frutífera essa relaçao. Afinal, se é bom que exista felicidade individual, melhor seria se ela fosse pública.
PS: No link acima voce pode ter acesso a algo mais sobre felicidade e bens relacionais e ao projeto HEIRs (Happiness Economics and Interpersonal Relations). Convido o leitor a acessar; vale a pena dedicar alguns minutos a uma pequena leitura.
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