Felicidade e economia [2] – o Paradoxo de Easterlin
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Dentre tantas relações que podemos traçar no universo da Economia e Felicidade, de qual estamos tratando afinal?
Para continuar nosso desbravamento sobre este tema, passemos do inglês Sir. Layard (que proporcionou uma visão ampla do que esse tema pode envolver) para seus primórdios, a origem de tudo.
Na década de 1920 nascera um homem que, ao longo de sua historia, fora parar na Economia. É americano, e seu nome, Richard Easterlin. Em 1974, Easterlin apresentou um trabalho fruto de seus questionamentos a cerca da renda nacional e da felicidade de seus nacionais. Utilizou duas bases de dados que continham respostas individuais para duas questões: (a) quão feliz em geral a pessoa se considera: muito feliz, feliz, não muito feliz; (b) uma classificação espontânea da própria satisfação, numa escala de 0 a 10.
O resultado encontrado por ele – conhecido como Paradoxo de Easterlin – pode ser sintetizado da seguinte forma: a felicidade, em termos de uma nação, não aumenta conforme a riqueza aumenta, uma vez atendidas as necessidades básicas individuais.
Trocando em miúdos: as pessoas que estão em um nível mais alto de renda são, em geral, mais felizes que as pessoas em níveis mais baixos. Porém, observando em termos agregados, países pobres nem sempre se apresentam menos felizes que países ricos.
Agora fica mais claro o “paradoxo”. Ou melhor, fica mais claro porque se chama paradoxo. Já os porquês do paradoxo, é o que estamos tentando desvendar. Este seu estudo, “Does Economic Growth Improve Human Lot? Some empirical evidence”, pode ser acessado aqui.
Boa leitura e até a próxima.
PS: Richard Easterlin é professor no departamento de Economia na University of Southern California. Richard Layad, é professor emérito da London School of Economics (às vezes chamado de Lord Layard, dado seu título de Barão no Reino Unido).


[...] metodológicas) e tal foco se perdeu enquanto princípio motivador. Até que na década de 1970 (veja o último post) um debate direto acerca da felicidade das nações foi iniciado, com novo vigor e nova estampa [...]