Documentário – Inverno Demográfico: O declínio da família humana
Categorias: capital social, economia, politica, sociedade, sociologia
O documentário “Inverno demográfico: o declínio da família humana” expõe as severas consequências econômicas e sociais da fragilização da família e da queda da taxa de natalidade em todo o mundo. No “Inverno demográfico”, acadêmicos de várias áreas apresentam o contexto econômico, social, demográfico e histórico do declínio da população e o impacto que as famílias têm na resiliência e na estabilidade da sociedade.
Os autores, dentre eles um ganhador do Prêmio Nobel, mostram como a existência de um capital humano forte é necessária para cada economia. O desenvolvimento deste depende mais das famílias de que é constituído do que de qualquer outra instituição. Eles ainda apontam para a necessidade de se constituir um forte capital moral e social, melhor constituído dentro da família, como uma base para este capital humano.
Realçam, também, como o apoio à família é crucial no desenvolvimento das capacidades e da educação. As sociedades e as economias estáveis dependem fundamentalmente destes elementos vitais.
O “Inverno Demográfico” mostra como, ao contrário do mito popular, as taxas de natalidade têm caído dramaticamente nos últimos 40 anos e que uma parte importante do mundo tem agora taxas de natalidade bem abaixo dos níveis da reposição.
Alguns países já começaram a reduzir em população, e cedo começarão a sentir o efeito de uma economia em contração. Segundo os autores, a população mundial, particularmente em países desenvolvidos, está envelhecendo.
A geração do baby-boom atinge a idade da reforma e será sustentada pelas gerações que as sucederam, que têm tido cada vez menos filhos. Isto significa uma cada vez menor população ativa a pagar os sistemas da segurança social, o serviço de saúde e o bem-estar mundial.
As economias serão postas à prova e os governos terão cada vez menor capacidade de resposta com a queda na produtividade e na coleta de impostos sobre o rendimento.
O filme mostra como os países em desenvolvimento, com uma fertilidade abaixo do nível de reposição, têm olhado para a imigração como solução para manter a sua capacidade laboral. Este crescimento da imigração, vindo quase exclusivamente dos países em vias de desenvolvimento, tem vindo a alterar a paisagem social e política nos países anfitriões. Esta emigração tem vindo a drenar a produtividade nos países em vias de desenvolvimento, retardando o crescimento das suas economias. Mais ainda, estes peritos dizem-nos que, sendo tão frequente a separação dos elementos da família, normalmente o pai, provocará grandes problemas sociais nos países de origem e as suas taxas de natalidade estão a cair mais rapidamente do que aconteceu nos países desenvolvidos.
“Inverno demográfico: o declínio da família humana” é o primeiro de dois filmes sobre este tópico.
Fonte: Blog Política Levada a Sério.

SOS Mauricio!
Nossa! Esse assunto abrange muitos aspectos. Que desequilíbrio!
Famílias de baixa renda com más condições de sustentar e educar uma criança, o que dirá mais uma! Famílias com melhores condições financeiras, estão muito ocupadas com o trabalho e o lazer. Os valores mudaram. As pessoas valorizam mais o lado profissional, por questão até de sobrevivência. É quase que uma obrigação. Como consequência, outras coisas acabam sendo deixadas de lado, como afetividade, amor, compreensão, paciência, amizade, família e blá, blá, blá. Hoje a facilidade de iniciar um relacionamento é proporcional a facilidade para terminá-lo. As pessoas estão carentes de amor e parecem não se valorizarem mais. São precipitadas com tudo! O mundo influência as pessoas a viverem em casulos. Claro, assim consomem mais. Tudo é curtição, pior ainda sem consciência e claro viver de aparência. Agora o mundo vem reclamar que está faltando capital humano? Só irão pensar em constituir família quando estiverem quase “batendo as botas”, precisando da ajuda de alguém, sozinhos em seus leitos ao som do movimento dos ponteiros do relógio.
Afetando a economia, agora sim estão preocupados? Direitos iguais, ser independente, ótimo! Mas esquecer do resto do planeta não dá! “Ninguém quer mais compromisso com ninguém”, tudo se tornou tão fácil e ao mesmo tempo sem graça! Estão matando as rosas e deixando apenas os espinhos. E volta a dúvida de muitos: “casar ou comprar uma bicicleta? ” Socorro! Realmente viver é se sentir perdida!
Abraço,
Dayse
CONTRACEPÇÂO : garantia irrefutável de sobrevivência da biodiversidade. Quanto menos nascimentos humanos, maior a chance de manutenção da castigada natureza.