Crítica à cultura da autenticidade e confissão
Categorias: comportamento, cultura, sociedade, vida
Jurandir Freire Costa, um dos pensadores brasileiros mais importantes da atualidade, faz uma crítica contundente ao que ele chama de “cultura da autenticidade e confissão”, a partir do filme “Felicidade”, de Todd Solondz.
Achei particularmente interessante o texto porque foi escrito em 1999, portanto, anterior à popularização das redes sociais na Internet, mas podemos utilizá-lo para refletir sobre o comportamento de muitos internautas que utilizam o twitter, blogs, orkut e facebook, entre outros, para reverberarem tudo e qualquer coisa de suas vidas, iludidos pela crença de que estão sendo autênticos.
Como o psicanalista alerta em determinado ponto do texto:
Fazer das relações humanas cópias de confessionários religiosos ou divãs de psicoterapias não é ser mais honesto, sincero ou autêntico: é desistir do exercício da autonomia.
Com certeza, um artigo para se pensar. Você pode lê-lo integralmente aqui.
