Bono-partidarismo

5 de agosto de 2006 por Mauricio Serafim
Categorias: recortes

Sempre admirei artistas que, além da preocupação com a arte, têm preocupação com a política, em seu sentido lato. Tenho três heróis neste campo: John Lennon, que em 2005 completou 25 anos de sua morte; Bob Geldof, que organizou o Life 8 e um grande ativista; e Bono, vocalista da banda irlandesa U2. Assisti certa vez a uma entrevista com Bono. Pude entender melhor o que ele pensa acerca da política e, a partir dessa entrevista, quando alguém me pergunta se sou de esquerda ou de direita, respondo: “sou simpatizante do pensamento de Bono”. Na entrevista ele afirmou que não é de esquerda e nem de direita, apesar de ter iniciado no espectro da esquerda política, por ter nascido na classe operária, como o seu pai. Ele acredita que o mundo precisa dos dois (ele diz que tem amigos tanto da esquerda quanto da direita) e que enquanto a gente ficar brincando de partido político, muitas pessoas – aquelas atingidas pela ação política – são prejudicadas pela má atuação.

Uma decisão, de qualquer líder político, repercute na vida de milhões de pessoas. Portanto, a avaliação da ação política deve ser os resultados e conseqüências dessa ação, cujo critério é se ela conseguiu amenizar o sofrimento ou aumentar o bem-estar da maior quantidade de pessoas possível. O papel do artista ativista, diz Bono, é lembrar os líderes disso e lhes mostrar no que a sua ação ou omissão resultou.

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