Categorias: comportamento, tecnologia
Àquele que, para homenagear Joseph Schumpeter, que tinha perfeitamente compreendido a natureza do problema econômico levantado, seríamos tentados a chamar de o empresário do dom. Mas precisamente, irão retorquir o individualismo metodológico e as mil e uma formas de utilitarismo científico, precisamente se trata de um empresário, e, portanto, é por interesse que ele age. E sendo este o caso, acrescentarão, seria abusivo falar de dom.
Mas a isto um partidário do paradigma do dom responderá que, raciocinando deste jeito, novamente se cai nos trilhos dos quais há um instante se havia escapado e se menospreza totalmente a realidade da aposta de confiança no outro, nos outros, no mundo, esta capacidade de abrir-se à incerteza quanto ao retorno que constitui a generosidade e o dom primordiais , em cuja ausência haveria nada em vez de alguma coisa.
Caillé (Antrologia do dom, 2002, p. 58. Ênfase no original).
*Dados do Guia do Estudante Profissões Vestibular 2012.
Parabéns aos professores e alunos que, ao longo desses anos, estão construindo o curso!
O conceito de capital, tão caro aos economistas e a muitos cientistas sociais, vem se expandindo desde seus primórdios: do capital físico (das máquinas), ao capital financeiro, passando ao capital natural (do meio-ambiente) e ao capital humano (da educação), chegando ao capital social (das relações interpessoais). Pois hoje, ficou claro para mim ao admirar o posicionamento ético desse grupo de pessoas, que poucas vezes falamos do ‘capital ético’, dos valores dos indivíduos e de como estes geram um conjunto de atributos, como confiança, sentimentos de reciprocidade, de cooperação, etc fundamentais ao uso das demais formas de capital. Fica aqui o registro dessa idéia (a qual seguramente muitos já pensaram antes….) como um manifesto.
Do blog de Flavio Comim. Uma boa ideia, com certeza.